EUA recomendam retirada de funcionários da Embaixada em Israel por riscos de segurança e Irã pede fim das exigências excessivas – Finctime

EUA recomendam retirada de funcionários da Embaixada em Israel por riscos de segurança e Irã pede fim das exigências excessivas

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Este texto apresenta os desdobramentos da decisão dos EUA de retirar funcionários não essenciais da Embaixada em Jerusalém por riscos de segurança, após negociações com o Irã sobre o acordo nuclear. Apesar de avanços, o Irã critica as exigências americanas e as tensões permanecem altas, com milícias aliadas prontas a responder a ataques. O exército americano envolve-se na discussão com Trump avaliando ações, enquanto o chanceler iraniano Abbas Araghchi pede que a Casa Branca abandone exigências excessivas. Diversos países emitem alertas e fortalecem medidas de proteção, e a diplomacia segue com Omã como mediador e a AIEA envolvida. O clima aponta para uma pressão crescente e para a incerteza sobre o futuro do acordo e a possibilidade de escalada na região.

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  • EUA retiraram funcionários não essenciais da Embaixada em Jerusalém por riscos de segurança ligados ao Irã
  • O Irã diz ter havido progresso nas conversas, mas critica as exigências americanas como excessivas
  • Países de várias regiões alertam seus cidadãos para viajar com cautela, com desaconselhos e ajustes diplomáticos
  • Milícias aliadas ao Irã ameaçam retaliação e falam em ataques caso a situação escale
  • Omã atua na mediação enquanto a AIEA pede cooperação rápida para verificação nuclear

EUA autorizam retirada de funcionários não essenciais da Embaixada em Jerusalém

Os Estados Unidos aprovaram a retirada de funcionários não essenciais da Embaixada em Jerusalém, citando riscos de segurança. A medida ocorre no contexto de negociações em curso com o Irã sobre um possível acordo nuclear. Embora haja relatos de avanços nas conversas, Teerã criticou o que chamou de exigências excessivas por parte dos Estados Unidos.

Contexto das negociações com o Irã

Segundo fontes próximas às negociações, os EUA apontam que o diálogo envolve não apenas o programa nuclear, mas também a atuação regional do Irã, incluindo mísseis balísticos e apoio a grupos considerados terroristas. Autoridades iranianas indicaram que houve progressos em conversas realizadas na quinta-feira, enquanto pediram que Washington reduza as exigências para facilitar um acordo. Um ambiente de cautela perdura, com discurso de que qualquer acordo exigirá compromisso real de ambas as partes para evitar retrocessos.

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A mediação internacional, conduzida pelo Sultanato de Omã, confirmou que uma nova rodada técnica, com participação da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), está marcada para segunda-feira em Viena. O formato de negociação entre Washington e Teerã deve retornar ao longo da semana, com uma nova rodada diplomática já prevista.

Características da proposta iraniana

Relatos indicam que a parte iraniana apresentou uma oferta com passos que seriam vistos como ganhos para as autoridades americanas, incluindo elementos de cooperação econômica e abertura a investimentos em setores estratégicos no Irã. Contudo, as propostas não teriam suficiente apoio entre as autoridades dos EUA, que mantêm posições firmes sobre não desenvolvimento de armas nucleares, controle de instalações críticas e verificação rigorosa.

A AIEA solicitou cooperação iraniana construtiva e com urgência para verificação de instalações nucleares, segundo fontes ligadas ao organismo. Em comunicado informal, autoridades norte‑americanas passaram a enfatizar que o diálogo permanece técnico e que as avaliações sobre a viabilidade de um acordo ainda não estão concluídas.

Reações internacionais e medidas de segurança

Diversos países ajustaram seus planos de viagem e atividades diplomáticas diante da escalada de tensões. A China aconselhou seus cidadãos a evitarem viajar ao Irã, citando riscos de segurança, e recomendou que pessoas no Irã e em Israel reforcem medidas de proteção e considerem deixar o país com prioridade. A Alemanha também desaconselhou viagens a Israel e a Jerusalém Oriental, território Palestino segundo a leitura pré-1967.

A Turquia suspendeu voos entre Istambul e Teerã/Tabriz. O Reino Unido informou a retirada temporária de toda a sua equipe diplomática do Irã, mantendo operações em caráter remoto quando possível. A França pediu que seus cidadãos evitem visitas a Israel, à Cisjordânia e ao Irã devido à tensão regional. A KLM anunciou a suspensão de voos para Tel Aviv a partir de março, refletindo a preocupação com a segurança aérea. A Austrália orientou que dependentes de seus diplomatas em Israel e no Líbano deixassem os países, oferecendo também saídas voluntárias para os Emirados Árabes Unidos, Catar e Jordânia.

Conclusão

Apesar de avanços nas negociações entre os EUA e o Irã sobre o acordo nuclear, o panorama permanece de incerteza e de potencial escalada na região. A decisão dos EUA de retirar funcionários não essenciais da Embaixada em Jerusalém evidencia o nível de risco ligado à segurança e complica o terreno diplomático. O Irã afirma ter progredido, mas classifica as exigências americanas como excessivas, o que dificulta um acordo que seja aceitável para ambas as partes. A mediação internacional de Omã, com a participação da AIEA, destaca a importância da cooperação para verificação rigorosa. Diversos países ajustaram seus planos de viagem e reforçaram medidas de proteção, sinalizando pressão internacional. Os próximos passos dependem de compromissos reais entre EUA e Irã e de uma rodada técnica em Viena que busque salvaguardas robustas, verificação eficaz e um caminho que permita retomar o diálogo sem exigir demais. Enquanto isso, as alianças regionais e as milícias apoiadas pelo Irã permanecem como fatores de risco, mantendo viva a possibilidade de retaliação caso a situação agrave. O cenário aponta para uma janela de oportunidade para um acordo estável, mas também para uma janela de maior tensão, dependendo do grau de flexibilidade e do respeito aos mecanismos de verificação e de segurança.

Perguntas frequentes

  • O que levou os EUA a recomendar a retirada de funcionários da Embaixada em Jerusalém? Riscos de segurança altos. A decisão veio após negociações com o Irã sobre um acordo nuclear. O objetivo é proteger o pessoal.
  • Qual é a posição do Irã sobre as exigências americanas? O Irã pediu que a Casa Branca abandone exigências excessivas. Diz haver progressos nas conversas. Afirma que não negociará o seu programa de mísseis.
  • Quais países ou organizações emitiram avisos de segurança? China desaconsilhou viagens ao Irã. Alemanha não recomenda viajar a Israel e a Jerusalém Oriental. França pediu evitar Israel, Cisjordânia e Irã. Reino Unido reduziu a atuação no Irã. A KLM suspenderá voos para Tel Aviv.
  • O que Trump disse ou está avaliando sobre uma possível ação militar? Trump fala em uso de força. Disse que os mísseis iranianos podem ameaçar a Europa. Alega estar atento a grupos iranianos.
  • Quais são os próximos passos nas negociações? Omã atua como mediador; AIEA envolvida; nova negociação técnica em Viena; EUA e Irã devem continuar conversando para buscar um acordo, sem exigir demais.