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O cirurgião Alireza Golchini, de Qazvin, é o foco desta reportagem. Ele foi detido após tratar manifestantes feridos na dura repressão aos protestos no Irã e está acusado de moharebeh, crime que pode levar à pena de morte. O Departamento de Estado dos EUA exigiu sua libertação imediata. O caso revela uma campanha de perseguição contra médicos e voluntários que socorreram feridos.
- Médicos presos por atender feridos dos protestos
- Cirurgião acusado de moharebeh e sob risco de pena de morte
- Organizações de direitos humanos classificam as ações como campanha de vingança
- Departamento de Estado dos EUA pede libertação e alerta para consequências
- Repressão inclui violência, invasões a locais de atendimento e tentativa de silenciar ajuda médica
Médicos presos no Irã por atender feridos em protestos; cirurgião alvo de acusação com risco de pena de morte
Médicos e voluntários foram detidos no Irã depois de prestarem socorro a manifestantes feridos durante os protestos contra o governo, segundo organizações de direitos humanos. Grupos internacionais descrevem as detenções como uma campanha de vingança contra profissionais de saúde. Entre os detidos está o cirurgião Alireza Golchini, acusado de moharebeh — termo usado no país que pode resultar em pena de morte. O Departamento de Estado dos EUA pediu a libertação imediata dos profissionais.
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Prisões, prisões domiciliares e relatos de violência
Organizações de direitos humanos informam que, na última semana, pelo menos nove médicos e voluntários foram detidos. Forças de segurança teriam invadido locais de atendimento improvisado e residências de profissionais. Parentes e agências de notícias relatam que Golchini foi levado de casa em 10 de janeiro em ação descrita como violenta, com lesões decorrentes da prisão.
Uma organização focada em direitos no Irã também reportou a detenção de um voluntário que transformou sua casa em abrigo médico e teria atendido mais de 20 feridos, dois dos quais morreram. Fontes indicam que o voluntário foi detido após uma batida que incluiu danos à residência e agressões. A repressão inclui violência, invasões a locais de atendimento e tentativa de silenciar ajuda médica, um padrão que remete ao amplo impacto humanitário observado em outras crises.
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Reações oficiais e internacionais
As autoridades iranianas não confirmaram publicamente as prisões nem divulgaram detalhes sobre as acusações. O chefe do Judiciário reiterou postura de tolerância zero diante de quem, segundo ele, ameaça a segurança pública, e pediu rigor no tratamento dos envolvidos nos protestos.
Em resposta internacional, o Departamento de Estado dos EUA exigiu a libertação de Golchini e de outros profissionais que ajudaram manifestantes, advertindo que execuções não devem ocorrer e indicando que haveria consequências caso o governo iraniano opte por essa via. Essas tensões têm também desdobramentos políticos e econômicos que afetam relações entre países emergentes e avançados.
Números e contexto mais amplo
Agências de direitos humanos registraram milhares de vítimas desde o início da repressão. Uma organização relatou mais de 6.000 mortes verificadas e outras 17.000 em processo de investigação. Outra entidade informou que ao menos 42.324 pessoas foram presas em todo o país, com muitas permanecendo desaparecidas ou sem informações sobre sua condição.
Para compreender melhor o contexto geopolítico e os riscos de escalada, análises sobre cenários e riscos oferecem panorama sobre como conflitos e medidas repressivas podem evoluir. Relatos e dados também podem ser complementados por explicadores semanais que ajudam a contextualizar números e tendências.
Diretores de grupos de direitos humanos afirmam que a perseguição a profissionais de saúde faz parte de um esforço maior do Estado para reduzir a assistência aos feridos e intimidar quem presta socorro. Essas ações são classificadas como sérias violações de direitos e aumentam o risco a civis e trabalhadores de saúde.
Conclusão
O caso do cirurgião Alireza Golchini evidencia uma campanha de perseguição a quem prestou socorro durante os protestos. As prisões, invasões a locais de atendimento e relatos de violência apontam para uma tentativa clara de silenciar a assistência médica. Organizações de direitos humanos e o Departamento de Estado dos EUA exigem libertação e transparência. O desfecho terá impacto direto sobre a proteção de quem salva vidas.
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Perguntas frequentes
- Quem são os médicos presos?
Médicos e voluntários que cuidaram de manifestantes feridos, como o cirurgião Alireza Golchini.
- Por que eles foram detidos?
O governo os acusa de crimes políticos, incluindo moharebeh (considerado guerra contra Deus).
- Qual é o risco para esses profissionais?
Risco de tortura, julgamentos sem transparência e, em alguns casos, de pena de morte.
- O que pedem grupos e governos estrangeiros?
Libertação imediata, investigações independentes e garantias de segurança para os médicos.
- Como posso ajudar ou acompanhar o caso?
Apoie ONGs de direitos humanos, compartilhe informações verificadas e pressione autoridades e diplomatas por ações e transparência.