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O presidente Donald Trump acusa o prefeito Jacob Frey de não aplicar leis federais de imigração. A cidade enfrenta forte tensão após a morte do enfermeiro Alex Pretti em operação de agentes federais. Relatórios e vídeos levantam dúvidas sobre procedimentos da CBP. Autoridades locais e federais trocam críticas enquanto o governo busca uma desescalada. O texto explica os fatos, as investigações e as reações políticas.
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- Trump diz que o prefeito Jacob Frey não aplica leis de imigração
- Mortes de manifestantes por agentes federais elevam a tensão em Minneapolis
- Revisão preliminar da CBP afirma que agentes atiraram em Alex Pretti; vídeos contestam a versão oficial
- Governo envia Tom Homan e pede desescalada enquanto políticos exigem responsabilização
- Justiça e governos estrangeiros bloqueiam deportações e protestam contra as ações
Presidente acusa prefeito de desafiar leis federais em Minneapolis
O presidente Donald Trump afirmou que o prefeito Jacob Frey está desrespeitando a aplicação das leis federais de imigração, elevando a tensão em Minneapolis após a morte de dois cidadãos americanos em ações de fiscalização. As mortes ocorreram durante operações realizadas por agentes federais e provocaram reações políticas e pedidos de apaziguamento.
Alegações e resposta presidencial
Trump disse que Frey teria declarado que a cidade não aplicaria normas federais de migração, atitude que classificou como perigosa e ilegal, e pediu que seus assessores o alertassem. Depois das críticas, a Casa Branca passou a defender uma “desescalada” das ações na cidade e enviou o enviado especial Tom Homan para negociar com autoridades locais.
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Revisão interna da CBP e evidências sobre as mortes
Uma inspeção preliminar da Patrulha de Fronteira (CBP), encaminhada ao Congresso, concluiu que o enfermeiro Alex Pretti, de 37 anos, foi alvejado por dois agentes após resistência quando tentavam detê‑lo num protesto. O documento não encontrou prova de que Pretti tenha sacado uma arma, contrariando versões iniciais do Departamento de Segurança Interna (DHS).
Imagens de testemunhas e análises da imprensa indicam que Pretti foi desarmado antes de ser atingido. Apuração do The New York Times aponta que foram disparados dez tiros, seis deles quando Pretti já estava no chão. Relatórios oficiais também afirmam que um agente relatou ter recuperado a arma atribuída a Pretti, descarregado o armamento e guardado o objeto no veículo.
A morte de Pretti soma‑se ao caso anterior de Renee Good, morta em 7 de janeiro em operação do ICE, ambos em Minneapolis. Para contexto sobre os desdobramentos e explicações semanais sobre cenários de conflito e política, há um resumo útil em explicadores semanais que ajudam a entender como episódios locais se conectam a tensões maiores.
Cronologia do confronto
A revisão do CBP descreve que a sequência começou quando um agente tentou retirar duas pessoas da via e houve resistência. Após um empurrão, uma das mulheres aproximou‑se de Pretti. O uso de spray de pimenta precedeu um confronto físico entre Pretti e agentes. Durante a briga, um agente afirmou acreditar que Pretti estava armado, pouco antes dos disparos que o atingiram.
Reações políticas e segurança pública
O assessor Stephen Miller, influente nas políticas de imigração, admitiu que protocolos podem não ter sido seguidos e depois moderou o tom ao tratar do caso. A Casa Branca disse que declarações de funcionários se referiam a diretrizes gerais e não à investigação sobre a morte de Pretti.
A deputada Ilhan Omar foi alvo de um ataque com um líquido desconhecido durante um comício em Minneapolis; ela seguiu o evento ilesa e reforçou o pedido pela extinção do serviço de imigração, além de exigir a saída da secretária responsável pela pasta.
Ações judiciais e reação internacional
A Justiça de Minnesota deve analisar com urgência pedido do procurador‑geral do estado para suspender a operação de imigração em curso. Um tribunal já barrou temporariamente a deportação de Liam Conejo Ramos, de 5 anos, e de seu pai, cuja imagem do menino assustado viralizou.
O Equador protestou formalmente após agentes de imigração tentarem entrar na sede consular equatoriana em Minneapolis e cobrou que episódios similares não se repitam.
Conclusão
O episódio em Minneapolis transformou a cidade em campo de disputa entre governo federal e autoridades locais. A acusação de Donald Trump contra Jacob Frey, somada às mortes de Alex Pretti e Renee Good, converteu tensão em crise. Imagens e a revisão preliminar da CBP criaram versões contraditórias que exigem transparência, investigações rigorosas e responsabilização clara.
O envio de Tom Homan e apelos por desescalada não eliminam o impacto jurídico e político: tribunais, protestos internacionais e pressão do Congresso mantêm a situação em aberto. Sem provas sólidas e diálogo, o conflito tende a se aprofundar. Para acompanhar os desdobramentos e entender o cenário, leia mais no Finctime.
Perguntas frequentes
- O que Trump quis dizer ao acusar o prefeito Jacob Frey?
- Diz que Frey estaria se recusando a aplicar leis federais de imigração, o que, segundo ele, cria risco de conflito entre governo federal e autoridades locais.
- Por que a situação em Minneapolis escalou?
- Houve duas mortes ligadas a operações antimigratórias; vídeos e relatos contradizem versões oficiais, gerando protestos e forte reação política.
- O que mostrou a revisão preliminar do CBP sobre a morte de Alex Pretti?
- Indica que dois agentes atiraram em Pretti após tentativa de prisão e não encontrou comprovação de que ele tenha sacado uma arma; investigações jornalísticas e imagens sugerem disparos mesmo depois de Pretti estar no chão.
- Qual foi o papel de Stephen Miller, Kristi Noem e Tom Homan nesse caso?
- Miller admitiu possível falha de protocolo; Kristi Noem defendeu agentes; Trump enviou Tom Homan para tentar coordenar e reduzir tensões.
- Quais são as possíveis consequências legais e políticas agora?
- Tribunais podem suspender operações federais no estado; há investigações internas e pressão do Congresso; a opinião pública e os protestos podem influenciar decisões futuras.
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