Brasil é principal beneficiado pela nova tarifa global anunciada por Trump – Finctime

Brasil é principal beneficiado pela nova tarifa global anunciada por Trump

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O Brasil surge como o protagonista da notícia ao acompanhar a implementação de uma tarifa global anunciada pelo presidente Donald Trump, que promete alterar o jogo comercial para o país. Segundo análises, o país é o principal beneficiado, com impactos diretos nas exportações e em setores antes fortemente taxados. Enquanto aliados como Reino Unido, União Europeia e Japão enfrentam ajustes, a matéria aponta para um rearranjo que se sustenta por um período definido, sem exigir aprovação imediata do Congresso.

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  • Brasil é o principal beneficiado pela nova tarifa global anunciada
  • A redução de tarifas para o Brasil é expressiva, segundo a GTA
  • A medida é temporária e depende de aprovação futura do Congresso
  • Reino Unido, UE e Japão terão tarifas maiores; a China também se beneficia
  • Algumas exportações brasileiras continuam com isenções ou ficam sob regras especiais, como aço e alumínio

Brasil se beneficia de tarifa global de 15% anunciada por Trump, aponta estudo

Uma análise do Global Trade Alert indica que o Brasil seria o principal beneficiário de uma tarifa global de 15% anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump. A leitura projeta uma redução média de 13,6 pontos percentuais nas tarifas para o país. A medida tem validade de 150 dias e entra em vigor na próxima terça-feira, cabendo ao Congresso decidir se será mantida.

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Contexto: números-chave e impactos por país

Conforme o estudo, aliados dos EUA, como Reino Unido, União Europeia e Japão, seriam impactados negativamente pela mudança, com aumentos nas tarifas. A China aparece como o segundo maior beneficiário após a reação à decisão da Suprema Corte dos EUA, com uma queda de cerca de 7,1 pontos percentuais. Pesquisadores destacam que países asiáticos com grandes superávits comerciais com os EUA, como Vietnã, Tailândia e Malásia, também estão entre os beneficiados pelo novo regime. O Japão, porém, veria um leve aumento na tarifa, estimado em 0,4 ponto percentual.

Para o Reino Unido, a previsão é de maior custo: a tarifa média subir em torno de 2,1 pontos percentuais. A União Europeia deve registrar um aumento próximo de 0,8 ponto, com Itália e França mais expostas. A Câmara de Comércio Britânica estima que cerca de 40 mil empresas britânicas que exportam para os EUA serão afetadas, cobrando diálogo entre os governos. O governo britânico havia sinalizado manter posições comerciais privilegiadas, mas a entidade empresarial afirmou que a decisão não esclarece o cenário e reforçou a necessidade de reduzir tarifas quando possível. Na UE, o chefe de comércio do Parlamento sugeriu a suspensão temporária da ratificação de um acordo com os EUA até que detalhes da política comercial de Washington sejam apresentados.

Contexto setorial e efeitos para exportações

Os setores mais atingidos, segundo a análise, são aço, alumínio e automóveis, produtos tradicionalmente alvo de tarifas em regimes anteriores. Mesmo com a mudança, algumas regras anteriores permanecem em vigor para certos itens, conforme o instrumento utilizado para justificar as medidas. Além disso, itens que caíam sob a Seção 232 — antiga base de tarifas por questões de segurança nacional — continuam sob esse regime, sem alterações aparentes.

Conclusão

O Brasil emerge como o principal beneficiário da tarifa global de 15% anunciada pelos EUA, com uma redução média de 13,6 pontos percentuais nas tarifas nacionais. A medida terá validade de 150 dias e depende de aprovação do Congresso para continuidade. Em termos estratégicos, o país pode ver ganhos imediatos nas exportações, principalmente nos setores de aço, alumínio e automóveis, embora alguns itens permaneçam sob regras especiais ou isenções.

Enquanto aliados como Reino Unido, União Europeia e Japão devem enfrentar tarifas mais altas, a China aparece como beneficiária adicional, sinalizando um rearranjo comercial temporário que não se sustenta sem ações legislativas futuras. Para o Brasil, o desafio é transformar esses ganhos de curto prazo em vantagens competitivas sustentáveis, mantendo a flexibilidade para adaptar sua pauta de exportação e buscando novos acordos que ampliem o espaço comercial no cenário global.

Perguntas frequentes

Brasil é o principal beneficiado pela nova tarifa global de 15% anunciada por Trump?

Sim. O Brasil é apontado como principal beneficiado. A Global Trade Alert diz que o Brasil terá, em média, 13,6 pontos percentuais a menos nas tarifas. A regra vale por 150 dias. Pode ser estendida com aprovação do Congresso.

Quais países sofrem mais com a tarifa global?

Reino Unido, União Europeia e Japão são os mais impactados. O Japão terá aumento de 0,4 ponto. O Reino Unido sobe 2,1 pontos. A UE sobe 0,8 ponto. Itália e França ficam mais expostas.

A tarifa global de 15% é permanente?

Não. A tarifa vale por até 150 dias. Depois precisa de aprovação do Congresso para continuar.

Como fica a situação dos itens já isentos?

Não está claro se mercadorias que eram isentas vão pagar 15%. Também, 22% do que o Brasil exporta para os EUA ainda ficou sob 50% de tarifa.

Quais setores do Brasil ganham com isso?

Setores que antes pagavam 50% podem ter alívio. 22% das exportações estavam sob 50% no fim de 2024. Aço e alumínio, sob a regra da Seção 232, não mudam.