Bancário Vorcaro relata cobranças para pagar resort ligado a Toffoli – Finctime

Bancário Vorcaro relata cobranças para pagar resort ligado a Toffoli

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Banqueiro sob pressão para repassar recursos a resort ligado a ministro do STF, apontam mensagens

Contexto da investigação

Segundo a Polícia Federal, o banqueiro Daniel Vorcaro foi pressionado a realizar pagamentos ao Tayayá, um resort localizado em Ribeirão Claro (PR). As apurações indicam que, somados, os repasses teriam alcançado cerca de R$ 35 milhões. A empresa familiar associada ao ministro Dias Toffoli, a Maridt, tinha participação no empreendimento até fevereiro de 2025.

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Trajetória das mensagens

As comunicações entre Vorcaro e o seu cunhado, o pastor Fabiano Zettel, aparecem em materiais que a PF encaminhou ao STF. A PF sinaliza que Zettel atuaria como operador financeiro ligado a Vorcaro. Em maio de 2024, Vorcaro questionou um aporte ligado ao Tayayá e expressou estar em dificuldade financeira. Em resposta, Zettel sinalizou disponibilidade para confirmar o aporte na semana seguinte. Um relatório de pagamentos chegou a mencionar uma linha com a marcação Tayaya – 15, possivelmente correspondente a um montante de R$ 15 milhões, ao que Vorcaro ordenou o pagamento integral naquele dia.

Nos meses seguintes, novas cobranças teriam sido feitas. Em agosto de 2024, Vorcaro questionou se o negócio envolvendo o Tayayá havia sido fechado. A PF informou que o dinheiro teria ido para um intermediário ligado ao empreendimento, momento em que Zettel informou ter transferido as cotas para o dono do Tayayá. Em respostas, Vorcaro pediu um balanço dos aportes feitos até então, e Zettel confirmou pagamentos anteriores de aproximadamente R$ 20 milhões, com mais R$ 15 milhões cobrados posteriormente.

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Situação de Toffoli e desdobramentos legais

Esta semana, o ministro Toffoli reconheceu ter participação na empresa Maridt, que possuía participação no Tayayá até fevereiro de 2025. A Maridt vendeu uma parcela da participação a fundos controlados por Zettel em 2021 e, em fevereiro de 2025, vendeu o restante da participação a PHB Holding. Toffoli também admitiu ter recebido dividendos da empresa familiar. A análise das informações pela Procuradoria-Geral da República está em andamento. O conteúdo das mensagens também contribuiu para a pressão sobre Toffoli abandonar a relatoria de ações sobre o Banco Master.

Conclusão

A reportagem evidencia como a pressão para repasses ao Tayayá, ligado ao ministro Dias Toffoli, envolve uma cadeia de atores e operações financeiras que podem configurar conflitos de interesse. As mensagens entre Daniel Vorcaro e o cunhado Fabiano Zettel sugerem aportes que somam até R$ 35 milhões, com participação da família Toffoli via a empresa Maridt até fevereiro de 2025. A remessa dessas comunicações pela Polícia Federal ao STF e a análise pela PGR indicam o andamento de investigações que podem ter desdobramentos institucionais significativos, incluindo a pressão para que Toffoli deixasse a relatoria do caso Banco Master. A conclusão de Vorcaro ainda depende de manifestações, o que reforça a necessidade de transparência, apuração rigorosa e julgamento independente para preservar a confiança pública e o equilíbrio entre os poderes.

Perguntas frequentes

  • O que Vorcaro diz sobre as cobranças ao Tayayá? Ele diz ter sido pressionado a pagar. As mensagens falam de aportes para o Tayayá. Ele diz estar em situação ruim.
  • Quem é Fabiano Zettel na história? Zettel é o cunhado de Vorcaro, pastor. A PF o aponta como operador para repassar dinheiro.
  • Qual é a relação entre Tayayá, Maridt e Toffoli? Tayayá é o resort. A Maridt é a empresa da família de Toffoli que tinha participação até 2025. Toffoli disse não administrar a Maridt, mas reconheceu ser sócio em algum momento.
  • Quanto foi o total de repasses citado? O total citado é R$ 35 milhões. 20 milhões foram pagos antes. 15 milhões foram pagos depois.
  • O que houve no STF com esse caso? Toffoli pediu afastamento da relatoria do caso Banco Master após reunião com os demais ministros. A mensagem está com a PGR para análise.