Ipea aponta que redução da jornada de trabalho deve ser gradual por impactos nos custos – Finctime

Ipea aponta que redução da jornada de trabalho deve ser gradual por impactos nos custos

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O estudo do Ipea, coautorado por Felipe Pateo, aponta que a redução da jornada deve ocorrer de forma gradual. A mudança para quarenta horas semanais pode ser absorvida pelas empresas, segundo a nota técnica. A redução para trinta e seis horas demanda maior adaptação econômica e pode representar custos maiores. O estudo situa o tema no contexto da PEC em tramitação no Congresso, destacando a importância de uma transição cuidadosa para evitar impactos amplos.

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  • A mudança de jornada deve ser feita de forma gradual
  • Um ajuste moderado pode ser absorvido pelas empresas
  • Um ajuste mais profundo implica custo maior e maior dificuldade de absorção
  • O impacto varia pelo setor e pela situação econômica
  • Planejar uma trajetória gradual para o futuro faz mais sentido

Redução gradual da jornada: estudo do Ipea aponta caminho prudente

Contexto do estudo e objetivo

Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que a redução da jornada de trabalho deve ocorrer de forma gradual. O trabalho é assinado por Felipe Pateo, Joana Melo e a bolsista Juliane Círiaco. A pesquisa analisa impactos econômicos para as empresas ao reduzir a carga de horas semanais.

Projeções de custo sob diferentes cenários

Segundo a estimativa dos pesquisadores, reduzir a jornada de 44 horas para 40 horas semanais traria um aumento médio de 7,84% no custo da mão de obra. Já a redução para 36 horas elevava esse custo para cerca de 17,57% em média. A diferença entre os cenários decorre da maior necessidade de ajuste econômico no caso de 36 horas.

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Implicações para as empresas

A nota técnica do estudo sustenta que o aumento associado a 40 horas semanais pode ser absorvido pelos negócios, pois está alinhado a reajustes salariais já ocorridos em outros momentos. Em relação aos 36 horas, o aumento seria mais difícil de suportar, especialmente porque muitos trabalhadores já operam sob o regime de 40 horas. Os autores destacam que o impacto seria mais disseminado entre setores e empresas de diferentes portes.

Conclusão

Este estudo conclui que a redução da jornada de trabalho é viável apenas quando adotada de forma gradual. A transição para 40 horas semanais tende a ser absorvida pelas empresas, pois está alinhada a reajustes já ocorridos, enquanto a redução para 36 horas exige maior ajuste econômico e implica custos maiores, com impacto que varia conforme o setor e o porte da empresa. Por isso, a recomendação dos autores é iniciar com uma trajetória gradual, começando por 40 horas, evoluindo para 36 horas apenas quando houver espaço econômico e institucional adequado, especialmente diante da PEC em tramitação. A conclusão ressalta a importância de uma transição cuidadosa para evitar impactos amplos na economia, assegurando sustentabilidade fiscal e competitividade. Em síntese, a estratégia prática é planejar uma trajetória prudente e flexível que reconheça as diferenças setoriais e a necessidade de ajuste gradual.

Perguntas frequentes

  • Como ficam os custos com a redução para 40h e 36h?
    O custo da mão de obra subiria 7,84% com 40h e 17,57% com 36h. A absorção é mais fácil para 40h. A redução para 36h é mais difícil.
  • Por que 40h pode ser absorvida pelas empresas?
    O aumento é compatível com reajustes do salário mínimo. As empresas já lidaram com custos similares antes.
  • Qual estratégia o Ipea recomenda?
    Fazer mudanças de forma gradual. Começar com 40h e ver o caminho para 36h.
  • Quem seria mais impactado pela redução para 36h?
    Muitos setores. Quem já tem gente em 40h sente o peso maior. O ajuste é mais desafiador.
  • O estudo conclui que a redução é viável?
    Sim, se for aos poucos. 40h tende a funcionar; 36h precisa de mais ajuste econômico.