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Ailton Aquino, diretor de fiscalização do Banco Central, prestou depoimento à Polícia Federal sobre supostas irregularidades no Banco Master, apontando emissão de créditos inexistentes e fazendo paralelo com o caso do Cruzeiro do Sul. Citou a Tirreno como possível peça para viabilizar operações duvidosas e levantou dúvidas sobre a governança e o risco de perdas para o BRB. Repercussões recentes mostram tentativas do BRB de ajustar sua comunicação.
- Banco Master emitiu créditos inexistentes, segundo depoimento do diretor do BC
- Caso foi comparado ao do Cruzeiro do Sul por semelhança na fraude
- Tirreno aparece como possível empresa de prateleira, sem movimentações e só ligada ao Master
- Aquisição das carteiras gerou perdas potenciais e aponta falha de governança no BRB
- Polícia Federal apura vínculos entre Master, Tirreno, Cartos e BRB
Diretor do BC diz que Banco Master emitiu créditos inexistentes
O diretor de fiscalização do Banco Central, Ailton Aquino, afirmou em depoimento à Polícia Federal que o Banco Master emitiu créditos inexistentes. Ele comparou a prática ao caso do Cruzeiro do Sul, liquidado em 2012. O depoimento ocorreu no final de dezembro de 2025.
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Detalhes do depoimento
Segundo Aquino, a equipe do Banco Central identificou, com técnicas de auditoria, a clara inexistência dos créditos atribuídos ao Master. As operações apresentavam padrões semelhantes aos do episódio do Cruzeiro do Sul, como repetição de valores e geração de títulos abaixo de limites que acionam controles centrais de risco.
O diretor relatou investigação sobre a empresa Tirreno, criada no fim de 2024 e apontada pelos investigadores como possível empresa de prateleira para viabilizar operações de socorro ao banco ligado a Vorcaro. Não foram encontrados registros de Pix ou TED da Tirreno, e o único vínculo bancário da firma era com o Master, iniciado em 23/05/2025.
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Em audiência com representantes da Tirreno, os valores declarados sobre créditos gerados foram descritos como inconsistentes. A empresa informou números que, segundo Aquino, seriam tecnicamente inviáveis para uma companhia daquele porte.
Impacto financeiro
O depoimento apontou possíveis perdas para o BRB de até R$ 5 bilhões, relacionadas às carteiras supostamente sem lastro adquiridas do Master. Outras avaliações e reportagens citam valores maiores dependendo da metodologia e do alcance considerado, incluindo projeções que envolvem o FGC. Há cobertura sobre como o banco lidou com o ressarcimento e as opções adotadas em relação às carteiras questionadas — investigações apontam que o BRB adotou alternativas ao ressarcimento instantâneo.
Foram mencionados créditos atribuídos à Tirreno na ordem de R$ 6,2 bilhões a R$ 6,7 bilhões, quantias que, segundo Aquino, não se sustentam tecnicamente. O montante total das carteiras compradas pelo BRB é frequentemente citado em cerca de R$ 12,2 bilhões na cobertura jornalística sobre o caso.
Governança e medidas em apuração
Aquino afirmou que, na visão da auditoria, houve falha de governança e de due diligence por parte do BRB ao aceitar as carteiras sem detectar indícios de fraude. Negou ter recebido pressões do governo para determinar a liquidação do Master.
A Polícia Federal investiga as relações entre Master, Tirreno, Cartos e BRB, com apuração sobre possível fraude bancária e organização criminosa. Há também inquéritos que avaliam a atuação de comunicadores e possíveis ataques contra instituições durante a crise — existem diligências sobre campanhas e ataques nas redes, que podem influenciar o curso das apurações. Fontes de imprensa indicam que diligências e depoimentos podem levar a conclusões em curto prazo.
Conclusão
O depoimento de Ailton Aquino desenha um quadro grave: o Banco Master teria emitido créditos inexistentes, com semelhança ao caso Cruzeiro do Sul. A menção à Tirreno como possível empresa de prateleira e as inconsistências apontadas pela auditoria são sinais de alerta sobre governança e risco financeiro. A investigação da Polícia Federal busca ligar Master, Tirreno, Cartos e BRB; as peças ainda precisam se encaixar e novas diligências podem trazer mais clareza.
Fica a lição: processos robustos e transparência são essenciais para evitar perdas e fraudes. Para acompanhar desdobramentos e análises, visite https://finctime.com.br.
Perguntas Frequentes
- O que Ailton Aquino afirmou sobre os créditos do Banco Master?
Aquino disse que o Master emitiu créditos inexistentes, com padrões semelhantes aos do caso Cruzeiro do Sul: repetições, valores sem lastro e títulos abaixo de limites de controle.
- Quem é a Tirreno e por que aparece na investigação?
A Tirreno é uma empresa criada no fim de 2024. Investigadores suspeitam que seja empresa de prateleira; não há registros de Pix ou TED dela e o único vínculo bancário era com o Master.
- Quais valores foram citados no depoimento?
Foram citados R$ 6,2 a R$ 6,7 bilhões em créditos atribuídos à Tirreno. Aquino apontou perdas potenciais de cerca de R$ 5 bilhões para o BRB; estimativas totais das carteiras compradas chegam a R$ 12,2 bilhões em algumas coberturas.
- Como o Banco Central detectou a irregularidade?
O BC usou técnicas de auditoria semelhantes às do caso Cruzeiro do Sul, identificando créditos repetidos, falta de movimentação e ausência de documentos eletrônicos que sustentassem as operações.
- Quais as consequências para o BRB e para o sistema financeiro?
Podem haver perdas significativas para o BRB, possível pressão sobre o FGC e questionamentos sobre governança e due diligence. A Polícia Federal investiga possível fraude e organização criminosa.
Mais informações sobre a estratégia de comunicação do BRB, detalhes do inquérito da Polícia Federal e apontamentos sobre o tratamento das carteiras pelo BRB podem complementar a leitura.