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Uma acareação no STF colocou frente a frente Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, debatendo a origem das carteiras de crédito adquiridas pelo BRB em 2025. A Polícia Federal (PF) investiga possível esquema de créditos sem lastro ligados ao caso Master e BRB. Vídeos dos depoimentos foram tornados públicos após o ministro Dias Toffoli liberar o sigilo do material.
- Vorcaro alega que o BRB sabia que parte dos créditos não era do Master, mas vinha de terceiros como a Tirreno. Segundo ele, o BRB buscava uma nova forma de comercialização envolvendo originação externa.
- Costa sustenta que os ativos eram originados pelo Master, vendidos a terceiros e recomprados pelo Master para o BRB; eventual dúvida sobre a procedência seria posterior.
- Costa ainda afirma que as carteiras eram originadas pelo Master, vendidas a terceiros e recompradas pelo Master para o BRB. A PF investiga ainda ataques de influenciadores ao Banco Central.
- A acareação no STF evidenciou divergências quanto à origem das carteiras adquiridas pelo BRB.
- A PF investiga possível esquema de créditos sem lastro relacionado ao caso Master e BRB. Leia sobre o inquérito da PF.
Acareação no STF revela versões divergentes sobre créditos adquiridos pelo BRB
Contexto do caso e participantes
Uma acareação ocorrida no STF em 30 de dezembro de 2025 colocou frente a frente Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB. O encontro tratou da origem de carteiras de crédito consideradas fraudulentas pela PF e pelo Banco Central, adquiridas pelo BRB a partir de 2025. Vídeos dos depoimentos tornaram-se públicos após a divulgação pelo STF. A cobertura da PF sobre o tema também está em destaque.
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Versões de Vorcaro
Segundo Vorcaro, o BRB tinha ciência de que parte dos créditos não era originada pelo Master, vindo de uma empresa terceira chamada Tirreno. Ele afirmou que o modelo promovia a compra de carteiras originadas por terceiros, com planos de abrir um novo formato de comercialização que utilizaria crédito de originação externa, ou seja, créditos vindos de fontes externas à máquina de originação do Master. Determinadas estratégias de comunicação do BRB aparecem na cobertura.
Versões de Costa
Costa apresentou leitura divergente. Ele disse que os ativos teriam origem no Master e teriam sido vendidos ou negociados a terceiros, com o Master recomprando para o BRB. Ao analisar contratos, Costa observou um padrão documental diferente e passou a entender que as origens podem ter relação com Tirreno, sem, contudo, confirmar que a Tirreno fosse a produtora original do crédito. As investigações da PF sobre a influência de atores do mercado aparecem na linha de análise.
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Divergência e contexto investigativo
A divergência entre Vorcaro e Costa é examinada pela PF, que investiga possível esquema de crédito sem lastro. O caso está ligado à liquidação do Banco Master e às perdas no sistema financeiro, com a PF buscando entender a cadeia de originação, negociação e recompra das carteiras envolvidas. Para acompanhar a evolução, leia também as reportagens de ressarcimento por carteiras fraudulentadas.
Conclusão
O desfecho evidencia ambiguidade na origem das carteiras de crédito: Vorcaro aponta participação de terceiros como Tirreno, enquanto Costa afirma originação pelo Master com negociações e recompras para o BRB, com dúvidas posteriores sobre a procedência. A acareação, aliada à investigação da PF, expõe lacunas de governança e a possibilidade de créditos sem lastro, contribuindo para a liquidação do Master e para prejuízos ao sistema financeiro. O caso permanece em aberto, com novas provas visando esclarecer a cadeia de originação e as práticas comerciais envolvidas. Para entender mais casos complexos como este, leia mais artigos em finctime.
Perguntas frequentes
- O que aconteceu na acareação no STF entre Vorcaro e Costa? A acareação ocorreu no STF em 30 de dezembro de 2025. Vorcaro afirmou que o BRB sabia que parte dos créditos não era do Master, vindo de terceiros, enquanto Costa negou essa versão e disse que os ativos eram originados pelo Master, com dúvidas posteriores sobre a procedência.
- O que Vorcaro afirmou sobre a Tirreno e a origem das carteiras? Vorcaro afirmou que o BRB sabia que parte das carteiras não vinha do Master, mas de terceiros como a Tirreno, promovendo um modelo de compra de carteiras de origem externa.
- O que Costa disse sobre a origem das carteiras vendidas ao BRB? Costa disse que as carteiras eram originadas pelo Master, vendidas ou negociadas a terceiros, com o Master recomprando para o BRB. Ele afirmou que houve dúvidas sobre a procedência apenas depois.
- Por que a PF investiga esse caso? A PF investiga possível esquema de créditos sem lastro, e a acareação busca esclarecer as divergências entre Vorcaro e Costa.
- Como esse caso se conecta ao Banco Master e ao BRB? O caso faz parte de apurações que levaram à liquidação do Banco Master e revela problemas no mercado de crédito, conectando o BRB a potenciais fraudes. Notícia relacionada.
Para entender mais casos como este, leia mais artigos em finctime.