PF inicia investigação autorizada por Toffoli para apurar influenciadores que atacaram o Banco Central – Finctime

PF inicia investigação autorizada por Toffoli para apurar influenciadores que atacaram o Banco Central

Anúncios

Ouça este artigo


Um inquérito da Polícia Federal, autorizado pelo ministro Dias Toffoli, investiga influenciadores que miraram o Banco Central e seu presidente, Gabriel Galípolo. Eles são suspeitos de receber recursos para espalhar críticas ácidas e informações enviesadas. A apuração busca identificar o financiamento, verificar eventual uso de verba pública e localizar contratos e notas fiscais de agências de marketing. A estabilidade da autoridade monetária — responsável por decisões que afetam a taxa Selic e os juros — é um dos pontos centrais desta investigação, dada a influência sobre expectativas econômicas.

Anúncios

  • PF abre inquérito autorizado por Dias Toffoli para investigar ataques ao Banco Central e ao presidente Gabriel Galípolo
  • Suspeita de influenciadores pagos no “Projeto DV” com contratos em sigilo
  • Investigação busca financiadores, notas fiscais e contratos de agências de marketing
  • Foco na opacidade do financiamento e na possível estrutura para desgastar a instituição
  • Se comprovado uso de dinheiro ilícito ou orquestração, podem haver crimes como calúnia, difamação e associação criminosa

PF abre inquérito sobre ataques digitais ao Banco Central após autorização de Toffoli

A Polícia Federal abriu um inquérito para apurar uma campanha coordenada de críticas nas redes sociais contra o Banco Central e seu presidente, Gabriel Galípolo. A investigação foi autorizada pelo ministro Dias Toffoli, relator de apurações ligadas ao caso Master no STF, e mira quem financiou as publicações e se houve uso de verba pública ou de grupos que buscavam desestabilizar a instituição. A apuração considera também a relação entre financiamento opaco e decisões que impactam o cenário econômico, refletido nos principais riscos e oportunidades apontados para a economia brasileira em 2026.

Anúncios

Objetivo da investigação

A ação quer identificar a origem dos recursos e a existência de uma estrutura organizada para disseminar conteúdo. Investigadores farão checagens sobre contratos, notas fiscais e vínculos com agências de marketing. O foco é a opacidade do financiamento, não a crítica política legítima, que é protegida pela liberdade de expressão. Há interesse específico em apurar se houve desvio ou uso indevido de recursos públicos, o que remete ao entendimento sobre política fiscal e seus efeitos nas contas públicas e na economia.

Como os ataques foram detectados

Autoridades identificaram perfis com grande alcance que passaram a publicar mensagens com narrativa padronizada e de forma simultânea. Relatórios apontam caráter coordenado, com atuação direcionada à gestão de Galípolo.

Evidências relatadas pela imprensa

Reportagens de janeiro relataram o chamado “Projeto DV”, que teria contratado influenciadores para atacar o Banco Central. Textos mencionam contratos que chegariam a R$ 2 milhões e cláusulas de sigilo para disfarçar a origem paga das ações. A PF busca documentações — contratos, notas fiscais e comprovantes — que possam confirmar essas alegações.

Possíveis crimes e desdobramentos

Se ficar comprovado o uso de recursos ilícitos ou uma ação orquestrada para caluniar ou difamar servidores, os envolvidos podem responder por crimes como associação criminosa, calúnia e difamação, entre outros previstos no ordenamento penal. O inquérito integra apurações no STF sobre a profissionalização da desinformação nas redes. Além do risco penal, há potencial impacto sobre a credibilidade da autoridade monetária e as expectativas de inflação, o que pode reverberar na economia e nas decisões de política monetária.

Conclusão

O inquérito autorizado por Dias Toffoli investiga uma suposta campanha coordenada contra o Banco Central e o presidente Gabriel Galípolo, com foco na opacidade do financiamento — contratos, notas fiscais e pagamentos. As evidências apontam para atuação coordenada de influenciadores, mas é necessária prova robusta para transformar suspeita em acusação. Se confirmadas irregularidades, há risco de danos à autoridade institucional e responsabilização criminal dos envolvidos. A liberdade de expressão permanece como proteção da crítica política legítima.

Acompanhe os desdobramentos e mais análises em https://finctime.com.br.

Perguntas Frequentes

  • O que a PF está investigando?
    A PF apura ataques coordenados de influenciadores ao Banco Central e ao presidente Gabriel Galípolo, buscando quem pagou e se houve uso de verba pública ou esquema para desestabilizar a instituição.
  • Por que o ministro Toffoli autorizou o inquérito?
    Toffoli, relator do caso Master no STF, autorizou para apurar a possível profissionalização da desinformação e a opacidade do financiamento das campanhas.
  • Influenciadores podem ser responsabilizados criminalmente?
    Sim. Se houver prova de calúnia, difamação, uso de dinheiro ilícito ou associação criminosa, podem responder na Justiça. Crítica política isolada é protegida.
  • Que provas a PF está buscando?
    Notas fiscais, contratos com agências, comprovantes de pagamento e cláusulas de sigilo, além da análise de postagens simultâneas e narrativas padronizadas.
  • Qual o risco para o Banco Central e para o público?
    Risco de desgaste da autoridade e perda de confiança na política monetária. Se houver financiamento ilícito, há prejuízo ao erário e à estabilidade institucional.