BRB apresenta ao Banco Central plano para recompor balanço após operações com o Master – Finctime

BRB apresenta ao Banco Central plano para recompor balanço após operações com o Master

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O BRB apresentou ao Banco Central um plano para reforçar seu balanço. As medidas incluem venda de ativos e uma linha de financiamento do Fundo Garantidor de Créditos, usadas apenas se houver necessidade. O plano surge após alerta do Banco Central sobre indícios de fraude em carteiras adquiridas do Master. A estratégia foca na venda da carteira do Master para reduzir aportes futuros. O documento foi entregue pelo novo presidente do BRB, Nelson de Souza, ao diretor de Regulação do Sistema Financeiro, com a participação de autoridades do governo local. O BRB menciona ainda opções como financiamento via FGC, empréstimos entre bancos e a criação de um fundo imobiliário garantido por ativos do governo. As decisões serão discutidas com o governador do Distrito Federal. O banco ressalta que as ações dependem de investigações em curso e de condições de mercado, sem aporte direto do governo no momento.

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  • BRB apresentou ao BC um plano para reforçar seu balanço
  • Medidas incluem venda de ativos e uso de financiamento do FGC
  • Plano será acionado apenas se houver necessidade comprovada de aporte
  • Objetivo é reduzir a necessidade de aporte por meio da venda de ativos do Master
  • Decisões serão alinhadas com o governador do Distrito Federal e as autoridades regulatórias

BRB apresenta plano ao BC para reforçar balanço em pelo menos R$5 bilhões, com saída de ativos do Master

Resumo Executivo

O Banco de Brasília (BRB) entregou ao Banco Central (BC) um plano para reforçar seu balanço em pelo menos R$ 5 bilhões. As medidas, que incluem venda de ativos e financiamento por meio do FGC, seriam implementadas em até 180 dias se houver necessidade de aporte financeiro. O objetivo é reduzir o peso de operações com o Banco Master e mitigar possíveis impactos negativos sobre a instituição controla do Distrito Federal. A ação foi apresentada após o BC emitir alerta sobre indícios de fraude em carteiras de crédito adquiridas do Master, avaliadas em R$ 12,2 bilhões. O BRB aponta a venda de ativos do Master, no montante de R$ 21,9 bilhões, como estratégia central para diminuir a necessidade de capital adicional. A operação também envolve a criação de linhas de crédito com o FGC, empréstimo conjunto entre bancos e a formação de um fundo imobiliário com garantias de ativos do governo local. O acordo e os valores só serão definidos após investigações em curso. O BRB descartou, neste momento, um aporte direto do governo do Distrito Federal e destacou que a alternativa de curto prazo é a venda de carteiras do Master. A discussão sobre as medidas deve incluir o governador Ibaneis Rocha.

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Contexto regulatório

As ações surgem depois de o BC ter sinalizado possíveis irregularidades em carteiras de crédito adquiridas do Master, cuja soma chega a R$ 12,2 bilhões. Do montante original, R$ 10 bilhões já foram substituídos, porém a qualidade dos ativos remanescentes permanece incerta. O Master foi liquidado pelo BC em novembro, e o valor final a ser coberto depende do resultado das vendas de ativos associadas a esse portfólio.

Detalhes do Plano

A estratégia principal do BRB é vender a totalidade da carteira adquirida do Master, estimada em R$ 21,9 bilhões, para reduzir a necessidade de aportes de capital. Além disso, o plano prevê uma linha de financiamento do FGC, apoio de um consórcio de bancos para empréstimo e a criação de um fundo imobiliário com ativos do governo do DF como garantia. Os valores exatos a serem provisionados dependerão das investigações em andamento e dos resultados das operações de venda.

Execução e Governança

A documentação foi entregue pessoalmente pelo novo presidente do BRB, Nelson de Souza, ao diretor de Regulação do Sistema Financeiro, Gilneu Francisco Astolfo Vivan, em reunião que contou com a participação do secretário de Fazenda do Distrito Federal, Daniel Izaias. O BRB informou que as medidas devem ser discutidas com o governador, Ibaneis Rocha, e que a linha de financiamento do FGC é vista como a opção mais viável, com condições mais acessíveis. O banco também destacou que as decisões sobre valores dependerão das investigações em curso.

Histórico recente do Master

As operações envolvendo o Master remontam ao segundo semestre de 2024, quando o BRB iniciou a aquisição de carteiras do banco. O negócio ganhou contorno com a proposta de compra feita pelo ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, anunciada em março do ano passado e posteriormente vetada pelo BC em setembro. O Master foi liquidado pelo BC em novembro, e as informações atuais indicam que a definição de custos dependerá das próximas negociações e das vendas de ativos envolvidas.

Conclusão

Em síntese, o BRB delineia uma estratégia para reforçar seu balanço por meio da venda de ativos do Master, do uso de uma linha de crédito do FGC e da possível criação de um fundo imobiliário com garantias de ativos do governo. A prioridade fica em reduzir a necessidade de aportes futuros, mantendo-se, contudo, a posição de não exigir um aporte direto do governo no momento e assegurando que as decisões ocorram em alinhamento com o governador Ibaneis Rocha e as autoridades regulatórias. As ações dependem das investigações em curso e das condições de mercado, com o montante e o timing determinados conforme os resultados das análises. O plano prevê implementação em até 180 dias, quando houver necessidade comprovada, enfatizando a preservação da solidez e da liquidez da instituição. No conjunto, trata-se de uma abordagem prudente e coordenada entre BRB, BC e governo local, voltada à sustentabilidade financeira e à proteção do erário.

Perguntas frequentes

  • O que é o plano do BRB para recompor o balanço após operações com o Master? O BRB quer reforçar o balanço em pelo menos R$ 5 bilhões. Medidas incluem venda de ativos do Master, linha de financiamento do FGC, empréstimo de consórcio entre bancos e fundo imobiliário com ativos do governo. Prazo: até 180 dias, se houver necessidade de aporte.
  • Por que o BRB não pediu aporte direto do governo do Distrito Federal neste momento? O BRB descartou aporte direto. A solução mais imediata é vender as carteiras do Master. Pode haver linha do FGC com condições mais acessíveis. Decisões dependem de investigações em andamento e de autorização do governador.
  • Qual o papel da venda de ativos do Master na estratégia? Vender ativos do Master, totalizando 21,9 bilhões, é o foco para reduzir aportes futuros. O BC apontou fraudes em parte das carteiras; 12,2 bilhões tinham indícios de fraude e 10 bilhões já foram substituídos. O valor final depende da venda.
  • Qual é o prazo para apresentar o balanço de 2025 e definir o provisionamento? A direção tem até 31 de março para apresentar o balanço de 2025. Até lá, precisa definir o valor exato a ser provisionado.
  • Quais outras ações integram o plano além da venda de ativos? O plano prevê linha de financiamento do FGC; empréstimo de consórcio entre bancos; e criação de um fundo imobiliário com ativos do governo como garantia. Tudo será discutido com o governador Ibaneis Rocha.