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Grupo Fictor entra com recuperação judicial para preservar operações e empregos
O Grupo Fictor protocolou, neste fim de semana, um pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo. O objetivo é manter as operações em curso e proteger os empregos diante de uma crise de liquidez alimentada pela liquidação do Banco Master pelo Banco Central. O processo envolve a Fictor Holding e a Fictor Invest, sem abranger suas subsidiárias, que permanecem operando normalmente. A recuperação busca renegociar cerca de R$ 4 bilhões em dívidas sem desconto e suspender bloqueios por até 180 dias, período no qual a empresa poderá apresentar um plano de recuperação com novos prazos e condições de pagamento. A empresa indica que a maior parte dos credores é de pessoas físicas ligadas a contratos de SCPs (Sociedade em Conta de Participação). A crise de liquidez foi agravada pela liquidação do Banco Master pelo Banco Central, assunto amplamente coberto como parte do Caso Master.
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- Fictor pediu recuperação judicial para manter operações e empregos
- Busca renegociar dívidas sem desconto e alongar o prazo
- A crise de liquidez veio da liquidação do Banco Master e afetou a reputação do grupo
- A recuperação não atinge subsidiárias de alimentos, infraestrutura e energia
- Reguladores e entidades do mercado acompanham o caso, com questionamentos levantados
Ao longo da crise, a discussão sobre o Caso Master ganhou notoriedade, com acontecimentos envolvendo o Banco Master sendo amplamente cobertos pela imprensa. Em especial, o tema foi relatado quando oPF abriu inquérito para investigar ataques de influenciadores ao Banco Central, no contexto do Caso Master. Caso Master — PF abre inquérito para investigar ataques de influenciadores ao Banco Central.
Contexto: por que a medida foi adotada
A medida ocorre em meio a uma recuperação financeira com aproximadamente R$ 4 bilhões em compromissos. A liquidez foi pressionada após a decisão do Banco Central de liquidar o Banco Master, o que impactou a reputação e a capacidade de pagamento do grupo. A divulgação de uma possível aquisição do Master, anteriormente anunciada por um consórcio ligado à Fictor, contribuiu para a queda de confiança no mercado e reforçou as dificuldades de caixa, segundo informações oficiais. Em meio a esse cenário, houve cobertura sobre o Caso Master, incluindo reportagens que mencionam ações para mitigar impactos e possíveis providências regulatórias. Caso Master.
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Estrutura do pedido e abrangência
A recuperação judicial busca criar condições para renegociar dívidas em andamento com tratamento equitativo entre credores, sem deságio, mantendo o funcionamento das atividades. O pleito também solicita tutela de urgência para suspender execuções e bloqueios de recursos por até 180 dias, período no qual a empresa pode apresentar um plano de recuperação com novos prazos e condições de pagamento. Em linha com esse objetivo, a maior parte dos credores é representada por pessoas físicas ligadas a SCPs. No contexto do Caso Master, houve cobertura sobre ações regulatórias e investigações associadas ao tema, incluindo inquérito envolvendo ataques de influenciadores. Caso Master — PF abre inquérito para investigar ataques de influenciadores.
Estrutura de negócios e impacto nos empregos
A Fictor ressalta que a recuperação não alcança as subsidiárias de alimentos, infraestrutura e energia, que devem continuar operando. A iniciativa visa preservar fornecedores, clientes e empregos diretos e indiretos: a projeção é manter mais de 10 mil postos de trabalho. Entre as unidades, a Fictor Alimentos S.A. atua com operações em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, sustentando milhares de empregos diretos e indiretos. Em paralelo, o Caso Master tem sido tema de debates sobre impactos setoriais e de mercado, com cobertura que também aborda desdobramentos regulatórios e possíveis implicações para credores e investidores. Caso Master — decisões e investigações sobre carteiras fraudulentas.
Credores, planos e agenda regulatória
Entre os credores, a American Express figura como principal credor com uma dívida relevante, enquanto muitos investidores estão ligados a contratos de SCPs. A Abai (Associação Brasileira de Assessores de Investimento) acionou a CVM para avaliar indícios de irregularidades em ofertas públicas de SCPs promovidas pela Fictor, incluindo a prática de remunerações adicionais para assessores. A CVM informou que não comenta casos específicos, mas que investiga reclamações e consultas com base nos procedimentos regulatórios. No reportório sobre o Caso Master, também houve menção a instrumentos de mercado e às ações regulatórias que podem afetar credores e investidores. Caso Master — inquérito regulatório.
Conclusão
A recuperação judicial do Grupo Fictor surge como estratégia para manter operações e empregos diante da crise de liquidez agravada pela liquidação do Banco Master. O objetivo é renegociar dívidas de cerca de R$ 4 bilhões sem desconto e suspender bloqueios por até 180 dias, tempo suficiente para estruturar um plano de recuperação que proteja credores, trabalhadores e clientes. Importa destacar que a medida não alcança as subsidiárias de alimentos, infraestrutura e energia, que devem seguir operando, mantendo a operação corporativa e, com isso, mais de 10 mil empregos. No campo regulatório, o caminho permanece sob escrutínio: a maior parte dos credores são pessoas físicas ligadas a SCPs, com a American Express como principal credora. Entidades como Abai e a CVM acompanham o caso, levantando questões sobre transparência e práticas de mercado. O desfecho depende do desenho do novo plano de recuperação e da capacidade do grupo de cumprir prazos e compromissos.
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Perguntas frequentes
Por que a Fictor pediu recuperação judicial?
A crise de liquidez veio com a liquidação do Banco Master. O objetivo é manter operações e empregos, renegociar dívidas de cerca de R$ 4 bilhões sem desconto e suspender bloqueios por 180 dias.
Quem está incluído na recuperação judicial da Fictor?
Estão incluídas a Fictor Holding e a Fictor Invest. As subsidiárias de alimentos, infraestrutura e energia ficam fora, mantendo-se operando.
O que muda para dívidas durante a recuperação?
A empresa busca ampliar prazos, manter pagamentos sem desconto e suspender execuções por 180 dias para negociar o plano de recuperação.
A recuperação judicial impacta a proposta de compra do Banco Master?
A recuperação não cancela nem decide a proposta de compra. O Master já foi liquidado pelo BC, o que complica a situação. As operações da Fictor permanecem ativas, com as negociações sendo ajustadas.
Quem são os principais credores?
A American Express é o maior credor, com aproximadamente 893 milhões. A maior parte dos credores é composta por pessoas físicas em SCPs. A Abai e a CVM acompanham o caso.