Fed mantém juros e encerra ciclo de cortes – Finctime

Fed mantém juros e encerra ciclo de cortes

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O presidente do Fed, Jerome Powell, manteve a taxa de juros, encerrando o ciclo de cortes iniciado no ano passado. Ele citou crescimento econômico sólido, inflação ainda elevada e um mercado de trabalho relativamente firme. Investidores já esperavam a decisão e agora buscam pistas sobre os próximos movimentos da política monetária. A postura do Fed e as incertezas em torno de Powell têm impacto global, afetando o dólar e investimentos no Brasil.

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  • Fed mantém juros e encerra ciclo de cortes
  • Decisão era amplamente esperada pelo mercado
  • Inflação segue acima da meta de 2%
  • Emprego desacelera, mas permanece relativamente firme
  • Medida fortalece o dólar e pressiona investimentos no Brasil

Fed mantém taxa entre 3,50% e 3,75% e encerra ciclo de cortes

O Federal Reserve (Fed) decidiu manter a taxa básica entre 3,50% e 3,75%, encerrando a sequência de reduções iniciada em setembro de 2025. A decisão era amplamente esperada: a plataforma FedWatch atribuía 97,2% de probabilidade à manutenção pouco antes do anúncio. Doze dirigentes votaram; dez apoiaram a decisão e dois foram contrários.

Motivos da decisão

No comunicado, a autoridade apontou que o crescimento econômico está sólido, o avanço do emprego é fraco em termos de ritmo de criação de vagas e a inflação permanece acima do alvo de 2%. O Fed ressaltou que segue atento às incertezas e aos riscos para a atividade e os preços, e reiterou o compromisso de levar a inflação de volta ao alvo.

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Reação do mercado e expectativas futuras

Analistas avaliaram a postura como cautelosa. Alguns especialistas dizem que dados recentes podem ter sido distorcidos por um shutdown parcial do governo, o que leva o banco central a aguardar mais informações antes de agir. Gestores estimam cortes apenas no segundo semestre de 2026, somando cerca de 0,75 ponto percentual no ano; outros alertam que o mercado pode estar precificando cortes em excesso e que mudanças na presidência do Fed, após maio, podem alterar o ritmo das decisões.

Declarações de Jerome Powell e cenário institucional

O presidente do Fed, Jerome Powell, destacou melhora nas perspectivas econômicas para o próximo ano, mas pediu cautela sobre a estabilidade do mercado de trabalho. Ele evitou se comprometer com um calendário para novos cortes e afirmou que as decisões serão tomadas reunião a reunião, com base em dados. Powell também foi questionado sobre uma investigação em curso, reiterou apoio à autonomia do banco central e não confirmou se permanecerá no cargo após o término do mandato em maio.

Antecedentes das medidas

Desde setembro de 2025, o Fed havia promovido cortes para apoiar um mercado de trabalho em desaceleração. Mais recentemente, indicadores mostraram redução das demissões e inflação ainda acima de 2%, o que levou à pausa no ciclo de afrouxamento. No comunicado mais recente, o Fed elevou sua avaliação do ritmo de crescimento e retirou uma referência anterior sobre aumento da inflação.

Impacto internacional e no Brasil

A decisão tende a sustentar um dólar mais forte, atraindo capital para os EUA e pressionando investimentos em países emergentes, com impacto direto sobre o Brasil e sobre as decisões do Banco Central local. A pressão externa pode levar o BC a manter juros mais altos para conter a inflação e proteger a moeda; nesse contexto, variações cambiais e custos de importação também podem afetar setores como o agropecuário, conforme impactos no agronegócio e preços de alimentos. Ainda assim, não há movimento automático: a resposta do BC dependerá dos dados domésticos.

Conclusão

O Fed optou por manter a taxa entre 3,50% e 3,75%, encerrando o ciclo de cortes e sinalizando que seguirá avaliando os dados reunião a reunião. A decisão reflete crescimento sólido, inflação acima do alvo e um mercado de trabalho relativamente firme. Em síntese: o mercado ganhou uma pausa, não uma certeza — agora é hora de observar os indicadores. Para entender melhor como esses movimentos se conectam ao dia a dia e às decisões econômicas, confira nosso guia completo sobre inflação, Selic, dólar, PIB e investimentos.

Acompanhe a cobertura completa e leia mais em https://finctime.com.br.

Perguntas frequentes

  • O que o Fed anunciou?
    Manteve a taxa entre 3,50% e 3,75% e encerrou o ciclo de cortes iniciado em setembro de 2025. A decisão já era largamente esperada pelo mercado.
  • Por que o Fed parou de cortar juros?
    Porque a inflação segue acima da meta e o emprego mostrou alguma estabilidade; o crescimento foi descrito como sólido. O comitê prefere avaliar mais dados antes de agir — entenda melhor os efeitos da inflação no contexto econômico em nosso conteúdo sobre inflação.
  • Como isso afeta o dólar e investimentos no Brasil?
    Mantém o dólar forte e pode atrair capital para os EUA, pressionando investimentos em países emergentes e enfraquecendo o real; veja mais sobre o impacto cambial em Dólar no Brasil.
  • O Banco Central do Brasil vai subir os juros por causa disso?
    Não é automático. Mas a pressão externa pode levar o BC a manter ou elevar juros para conter inflação e proteger a moeda — entenda como a taxa Selic influencia empréstimos e renda fixa.
  • Quando o Fed pode retomar cortes?
    Depende dos dados. Analistas apontam possível retomada apenas no segundo semestre de 2026, se a inflação cair e o emprego desacelerar; cenários e perspectivas para o Brasil e o mundo em 2026 estão em nossa análise sobre a economia brasileira em 2026.