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Auditoria aponta indícios de investimento de ex-sócios do Banco Master no BRB
Principais fatos
Uma auditoria identificou indícios de que ex-sócios do Banco Master, incluindo Daniel Vorcaro, teriam investido cerca de R$ 1 bilhão no Banco Regional de Brasília BRB com o objetivo de ampliar negócios com o banco estadual. Os aportes detectados somam R$ 250 milhões e R$ 750 milhões. A apuração foi encaminhada para a Polícia Federal (PF), o Banco Central (BC) e o Supremo Tribunal Federal (STF).
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A operação, que inicialmente seria realizada por meio de oferta pública de ações, ocorreu por meio de uma subscrição, o que levantou suspeitas sobre a participação de investidores antes do aumento de capital. A auditoria aponta que nomes ligados ao Banco Master teriam atuado como investidores finais de fundos que contribuíram com os R$ 1 bilhão no BRB. De acordo com fontes com acesso ao material, a suspeita é de que a capitalização visava dar ao BRB maior capacidade para negociar com o Master, controlador de Vorcaro.
Contexto e participantes
Além do dono do Master, a rede de fundos envolvida tinha como investidores o Maurício Quadrado, ex-sócio do bancário, e João Carlos Mansur, fundador da gestora Reag. A Reag está sob investigação da PF por supostamente gerenciar uma rede de fundos usados pelo Master para inflar seu patrimônio. A gestora foi, igualmente, alvo de uma intervenção do Banco Central por meio de dissolução extrajudicial. O parecer de Quadrado negou que a operação tivesse como finalidade inflar o capital do BRB. A assessoria de Mansur não comentou, e Vorcaro não respondeu.
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Detalhes da apuração e impactos
Os auditores identificaram dois aportes feitos pelos fundos no BRB, nos valores de R$ 250 milhões e R$ 750 milhões. A capitalização de um banco pode aumentar sua capacidade de crédito e facilitar aquisições, o que, no relatório, é visto como potencial vantagem para o BRB comprar o Master. Contudo, o BC vetou a negociação entre as partes. Após a auditoria, o BRB atualizou informações públicas e informou que Mansur detém uma participação de 4,553% na instituição.
A principal diferença entre os modelos de operação — subscrição versus follow-on — é que a subscrição reserva prioridade aos acionistas para adquirir novas ações, preservando participação já existente, enquanto o follow-on é aberto ao mercado. A apuração agora investiga se os fundos compraram ações para se tornarem acionistas antes do aumento de capital com o objetivo de participar dessa subscrição privada. Também se busca esclarecer se a antiga gestão do BRB tinha conhecimento sobre quem seriam os beneficiários finais desses fundos.
Conclusão
A auditoria lança luz sobre um quadro complexo, revelando indícios de que ex-sócios do Banco Master, incluindo Daniel Vorcaro, teriam investido recursos relevantes no BRB para ampliar negócios entre as instituições. Os aportes de R$ 250 milhões e R$ 750 milhões, efetuados via subscrição, levantam a hipótese de participação de investidores finais que poderiam inflar o patrimônio do BRB. O tema exige transparência e diligência das autoridades, já que o relatório foi encaminhado à Polícia Federal, ao Banco Central e ao STF.
O BRB atualizou suas informações sobre controle acionário e informou que Mansur detém 4,553% da instituição, enquanto a apuração segue para esclarecer se a antiga gestão conhecia quem eram os beneficiários finais dos fundos. A capitalização, ainda que discutida com cautela, foi vetada pelo BC, e o desfecho depende das investigações em curso pelas autoridades.
Em resumo, o episódio mostra como movimentos de capital podem oscilar entre estratégias de crescimento e riscos de governança. O caminho continua aberto e o desfecho ainda não chegou até a conclusão das diligências.
Para quem busca entender esse cenário e acompanhar novidades do setor, leia mais artigos em https://finctime.com.br.
Perguntas frequentes
– O que a auditoria revelou sobre aportes no BRB?
A auditoria identificou dois aportes de fundos ligados ao Master, de 250 milhões e 750 milhões de reais, para capitalizar o BRB com o objetivo de ampliar negócios entre BRB e Master. A operação ocorreu via subscrição privada, não via oferta pública.
– O que é subscrição e o que é follow-on?
Subscrição é a compra de ações com direito de preferência para manter participação. O follow-on é venda de ações aberta a todo o mercado.
– Quem são os principais envolvidos?
Daniel Vorcaro, dono do Master; Maurício Quadrado, ex-sócio do banco; João Carlos Mansur, fundador da gestora Reag. A investigação liga os fundos ao Master.
– Qual o status da apuração e o que o BRB informou?
A apuração foi encaminhada à PF, BC e STF. O BRB disse que o relatório é preliminar e que foi encaminhado às autoridades; o BC vetou a capitalização.
– Quais as possíveis consequências para BRB e Master?
A capitalização poderia ampliar a capacidade de crédito do BRB e facilitar negócios com o Master, mas foi vetada pelo BC. A investigação continua.