Agentes federais envolvidos na morte de enfermeiro em Minneapolis são afastados – Finctime

Agentes federais envolvidos na morte de enfermeiro em Minneapolis são afastados

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Alex Pretti, enfermeiro baleado em Minneapolis, é o foco desta notícia ao apresentar o afastamento de agentes federais após o tiroteio e a análise da CBP. O texto mostra as críticas, incluindo vozes do Partido Republicano, e a forma como a Casa Branca tem sido conectada ao caso. Não fica claro se outras equipes receberam medidas, e a reportagem resume o que a revisão revelou para o público e para o Congresso, ressaltando a busca por transparência na apuração.

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  • CBP diz que Pretti resistiu à prisão e não há provas de que ele estivesse armado.
  • Vídeos indicam vários disparos, incluindo alguns depois que Pretti já estava no chão.
  • Críticas de republicanos e outras vozes sobre a forma como o caso vem sendo tratado pela Casa Branca.
  • A revisão interna foi enviada ao Congresso com cronologia baseada em câmeras e documentos, sem conclusão final.

Agentes federais suspensos após tiroteio contra enfermeiro em Minneapolis

Fatos imediatos

Dois agentes federais que atiraram contra o enfermeiro Alex Pretti, no último sábado em Minneapolis, foram afastados de suas funções, conforme informa um funcionário do Departamento de Segurança Interna (DHS). Não está claro se o DHS tomou medidas contra outros agentes envolvidos, incluindo aqueles que ajudaram a conter Pretti antes do disparo, quando ele recebeu cerca de 10 tiros nas costas, ainda deitado na via. Os afastamentos estão em vigor desde o incidente e não tinham sido divulgados pela Casa Branca anteriormente.

Contexto e ações administrativas

Segundo uma fonte, o afastamento administrativo é comum em casos de uso de força letal. Em muitos casos, os agentes ficam afastados por um mínimo de três dias, mas esse período pode se estender conforme a investigação avança. No fim de semana, Gregory Bovino, que na época supervisionava as operações da Patrulha da Fronteira na cidade, informou à CNN que os agentes envolvidos haviam sido transferidos para outras cidades e deveriam permanecer em funções administrativas por tempo indeterminado. Bovino e outros funcionários defenderam o tiroteio, descrevendo as ações de Pretti de forma contestada por vídeos de testemunhas.

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Revisão interna e contexto da investigação

Uma análise preliminar do órgão interno da CBP (Office of Professional Responsibility) concluiu que Pretti foi alvejado por dois agentes após resistir à prisão, sem indicar que ele apresentou arma durante o confronto. O documento também não repetiu as alegações anteriores do DHS de que Pretti, cidadão americano, pretendia causar danos graves e atacar agentes. As autoridades não apresentaram evidências para sustentar tais afirmações, e vídeos de testemunhas contradizem parte dessas alegações.

A CBP informou que as notificações enviadas ao Congresso seguem o protocolo padrão: são resumos factuais criados para informar a imprensa e o público, sem conclusões finais da investigação. Essas informações visam promover a transparência, segundo a agência.

Detalhes da cronologia e evidências

A revisão, realizada pelo Office of Professional Responsibility, foi distribuída ao Congresso na terça-feira, conforme exigido por lei. Ela descreve uma linha do tempo com base em imagens de câmeras corporais e documentos da agência.

  • Por volta das 9h de sábado, um agente federal confrontou duas civis que apitavam na via pública. Ele ordenou que saíssem, mas elas não atenderam.
  • O agente empurrou as duas mulheres, e uma delas correu em direção a Pretti. Ao tentar afastá-las, o oficial lançou spray de pimenta.
  • Pretti resistiu à prisão, levando a uma luta com os agentes. Em meio à confusão, um agente da Patrulha da Fronteira gritou que Pretti estaria armado.
  • Cerca de cinco segundos depois, dois agentes dispararam suas armas: um Glock 19 e uma Glock 47, de acordo com a análise.
  • O New York Times, analisando as imagens, informou que houve 10 disparos no total, com seis deles ocorrendo quando Pretti já estava imobilizado e desarmado.
  • A investigação aponta que, após o tiroteio, um agente disse ter ficado com a arma de Pretti e a levou para o veículo dele.
  • Às 9h02, os agentes cortaram as roupas dele, prestaram os primeiros socorros e aplicaram torniquetes. O atendimento médico chegou por volta das 9h05, e Pretti morreu no hospital por volta das 9h32.

Conclusão

A notícia aponta que houve o afastamento administrativo de dois agentes após o tiroteio, sinalizando que as instituições atuam com cautela diante de acusações graves. A cena reforça a necessidade de responsabilidade e de respostas claras aos cidadãos.

A revisão interna da CBP indica que Pretti resistiu à prisão e que não há provas de que ele estivesse armado no momento do confronto. Disparos relatados em vídeos, inclusive quando ele já estava no chão, elevam a demanda por veracidade. A ênfase na transparência e na apresentação de evidências objetivas é essencial para manter a confiança pública.

Críticas de republicanos e de outras vozes políticas sobre a condução do caso mostram que o episódio transcende o fato isolado e se desenha no tablado político. O relatório enviado ao Congresso segue o protocolo de informar, ainda sem uma conclusão final.

O panorama aponta para a necessidade de continuidade: mais dados, mais verificações e supervisão independente para evitar ambiguidades futuras. O leitor é convidado a navegar entre as luzes e sombras desta investigação, buscando a verdade no entrelaçamento de câmeras e documentos. Leia mais artigos em FinTIME — artigos relacionados.

Perguntas frequentes

Por que os agentes foram afastados?

Porque houve uso de força letal; é o afastamento administrativo.

Qual é a duração típica do afastamento administrativo?

Pelo menos três dias; pode ser maior.

O que se sabe sobre os outros agentes no caso?

Não está claro se houve providências para eles; há relatos de que alguns ajudaram a conter Pretti antes dos disparos.

A CBP disse se Pretti estava armado?

A revisão preliminar diz que Pretti resistiu e não está claro se ele empunhava arma; não há provas de arma na hora do confronto.

O relatório foi enviado ao Congresso?

Sim, a revisão foi entregue aos congressistas na terça-feira, conforme a lei.