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Ele é o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, e lidera uma instituição que manteve os juros estáveis, encerrando um ciclo de cortes iniciado no ano passado. O comunicado destacou crescimento econômico sólido, mas também inflação elevada e emprego fraco. O mercado aguarda sinais sobre os próximos passos. Ele enfrenta uma investigação, o que aumenta a incerteza política e econômica.
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- Fed manteve a taxa de juros e pausou os cortes
- Decisão era amplamente esperada pelo mercado
- Economia cresce de forma sólida, mas inflação segue alta e emprego fraco
- Presidente do Fed está sob investigação; futuro no cargo é incerto
- Medida impacta o dólar e os mercados globais
Fed mantém taxa em 3,5%–3,75% e encerra ciclo de cortes
O Federal Reserve decidiu manter a taxa básica de juros no intervalo de 3,5% a 3,75%, encerrando o ciclo de reduções iniciado em setembro de 2025. A decisão teve apoio da maioria do comitê: 10 a 2 a favor, com os diretores Stephen Miran e Christopher Waller votando contra.
Votação e expectativa do mercado
A manutenção já era fortemente antecipada. A plataforma FedWatch atribuía 97,2% de probabilidade à decisão uma hora antes do anúncio. O Fed comunicou que seguirá monitorando dados econômicos antes de decidir novos movimentos.
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Avaliação da economia e riscos
No comunicado, o Fed passou a classificar o crescimento como sólido, em vez de moderado, e retirou uma referência específica ao aumento recente da inflação. A autoridade observou que os ganhos de emprego permanecem fracos e que a inflação ainda está um pouco elevada. O comitê ressaltou que a incerteza sobre o cenário permanece alta e que está atento aos riscos tanto para o crescimento quanto para o controle de preços.
Declarações da liderança e cenário para juros
O presidente Jerome Powell afirmou que as perspectivas econômicas melhoraram desde a reunião anterior e que isso pode sustentar a demanda por trabalho ao longo do tempo, mas pediu cautela na interpretação dos sinais do mercado de trabalho. Powell evitou firmar compromisso sobre novos cortes e disse que o banco tomará decisões reunião a reunião, com base nos dados. O Fed reiterou o compromisso de retornar a inflação para a meta de 2%, mas estimou que o núcleo de inflação pode fechar 2025 em cerca de 3%, acima do objetivo.
Reações de analistas e projeções futuras
Especialistas reagiram com prudência. Nicolas Gass, diretor de alocação da GT Capital, avaliou que a postura conservadora do Fed reflete a necessidade de distinguir efeitos pontuais — como distorções causadas pelo shutdown federal — de tendências reais. Gass projeta cortes somente a partir do segundo semestre, totalizando cerca de 0,75 ponto percentual no ano, distribuídos em duas reuniões.
Mauricio Garret, chefe da mesa internacional do Inter, considera que o mercado tem precificado cortes em excesso e vê possibilidade de ajuste de trajetória dependendo da saída de Powell em maio e da indicação do próximo presidente do Fed pelo governo.
Contexto político e investigação
A decisão ocorre num momento de incerteza sobre a liderança do Fed. O mandato de Jerome Powell vence em maio e seu futuro no cargo ainda não está definido. A imprensa relata que o presidente do banco central enfrenta uma investigação por supostas irregularidades, tema com impacto político e institucional. Powell defendeu a independência do banco central e participou de audiências sobre questões legais envolvendo a instituição.
Conclusão
O Fed optou por manter a taxa em 3,5%–3,75% e encerrar, por ora, o ciclo de cortes. O comunicado descreve crescimento sólido, inflação ainda acima da meta e emprego fraco. A abordagem permanecerá reunião a reunião, guiada pelos dados. A investigação envolvendo Powell amplia a incerteza e pode gerar volatilidade no dólar e nos mercados. Analistas projetam cortes apenas no segundo semestre, se os dados permitirem; até lá, a palavra-chave é cautela.
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Perguntas frequentes
O que o Fed decidiu nesta reunião?
Manteve a taxa entre 3,5% e 3,75% e encerrou o ciclo de cortes iniciado em set/2025. Votação: 10 a favor, 2 contra.
Por que o Fed optou por manter os juros?
Porque a economia cresce de forma sólida, a inflação segue um pouco alta e o emprego permanece fraco; o comitê quer mais dados antes de mexer.
Como isso afeta o mercado e o dólar?
Gera impacto global: o dólar tende a se manter forte e ações e moedas emergentes podem ficar voláteis até novas sinalizações.
Quando podem ocorrer novos cortes de juros?
Possível retomada só no segundo semestre, segundo analistas, e depende dos dados e da decisão sobre o presidente do Fed após maio.
A investigação contra Powell muda a política do Fed?
A investigação aumenta a incerteza, mas o banco reafirma independência. A política deve continuar baseada em dados; Powell não confirmou se permanecerá após maio.