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Lula participou do Fórum Econômico Internacional do CAF no Panamá e pediu mais integração regional para enfrentar o enfraquecimento do multilateralismo e a mudança de postura de potências externas, especialmente os Estados Unidos. O encontro focou em comércio, minerais críticos e narcotráfico. Ele defendeu ação coletiva e pragmatismo para fortalecer a região.
- América Latina precisa de integração regional para responder ao enfraquecimento do multilateralismo e a mudanças na política externa de potências.
- Lula pediu superar divisões ideológicas e agir com pragmatismo para construir parcerias sólidas.
- Líderes pedem ação coletiva em comércio, beneficiamento de minerais críticos e proteção de recursos.
- Integração policial e cooperação regional são urgentes para combater o narcotráfico e o crime organizado.
- Um bloco unido daria mais poder de negociação global e aumentaria a ambição por maior representação na ONU.
Líderes do Caribe e da América Latina defendem integração regional em fórum no Panamá
No Fórum Econômico Internacional do CAF, na Cidade do Panamá, sete chefes de Estado e um presidente eleito pediram ação coletiva diante do enfraquecimento do multilateralismo e da mudança de postura de potências externas. Os participantes apontaram a integração regional como resposta para aumentar a capacidade de negociação e proteção frente a ameaças externas. O presidente brasileiro, Lula, ressaltou a necessidade de superar divergências ideológicas por meio do pragmatismo, reforçando seu chamado por união entre os países da América Latina e do Caribe.
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Temas centrais do encontro
Os debates focaram em comércio, minerais críticos e seu processamento local, a situação da Venezuela e o combate ao narcotráfico. Líderes defenderam agregar valor aos recursos da região para gerar emprego e reduzir dependência de cadeias externas. Também foi discutida a busca por maior voz internacional, incluindo a reivindicação de representação permanente no Conselho de Segurança da ONU. A discussão sobre comércio levou em conta como acordos externos e mudanças nas moedas afetam a competitividade regional, com destaque para debates sobre variações cambiais e efeitos de acordos internacionais.
Posicionamentos dos chefes de Estado
- Lula: Defendeu um regionalismo adaptado à realidade latino-americana, com pluralidade de opções e foco em parcerias práticas. Alertou para retrocessos na integração e afirmou que soluções isoladas não são suficientes. Seu discurso ecoou a proposta de um regionalismo pragmático que evita divisões ideológicas.
- Sérgio Díaz-Granados (presidente-executivo do CAF): Destacou que pobreza, informalidade e desemprego exigem medidas coletivas.
- José Raúl Mulino (presidente do Panamá): Defendeu um bloco único capaz de negociar com mais força; citou a adesão do Panamá ao Mercosul e a importância geoestratégica do Canal do Panamá — lembrando que acordos globais podem repercutir na dinâmica regional, como aponta a análise sobre o acordo da UE com a Índia e seus possíveis efeitos sobre o Mercosul.
- Gustavo Petro (Colômbia): Criticou a atuação das Nações Unidas em crises recentes e pediu maior cooperação policial regional contra redes transnacionais de drogas; sugeriu que processos envolvendo lideranças internacionais sejam tratados por tribunais nacionais ou regionais.
- José Antonio Kast (presidente eleito do Chile): Enfatizou que segurança é condição para democracia e desenvolvimento, e que o combate ao crime organizado exige inteligência e cooperação duradouras.
- Outros participantes — presidentes da Bolívia (Rodrigo Paz Pereira), do Equador (Daniel Nóoba), da Guatemala (Bernardo Arévalo) e o primeiro‑ministro da Jamaica (Andrew Holness) — também defenderam maior integração e destacaram avanços sociais em seus países.
Conclusão
O Fórum do CAF no Panamá deixou claro que a América Latina enfrenta um divisor de águas: a integração regional aparece como resposta ao enfraquecimento do multilateralismo e às mudanças de postura de potências externas. As propostas foram práticas — ação coletiva em comércio, beneficiamento de minerais críticos e cooperação policial contra o narcotráfico — visando gerar emprego, valor agregado e mais poder de negociação internacional. Se a região se unir, ganhará voz, segurança e capacidade de proteger seus recursos; se permanecer fragmentada, seguirá vulnerável a pressões externas.
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Perguntas frequentes
- Por que a América Latina e o Caribe precisam de mais integração diante do enfraquecimento do multilateralismo?
Porque juntos os países têm mais peso político e econômico; divididos, ficam vulneráveis a pressões externas e perdem capacidade de negociação.
- Quais medidas concretas podem fortalecer o comércio e a indústria local?
Criar cadeias regionais de valor, investir em beneficiamento de minerais e fábricas locais, atrair indústrias e simplificar acordos comerciais práticos.
- Como a integração ajuda no combate ao narcotráfico?
Permite troca de inteligência, operações coordenadas, fechamento de rotas e redução da impunidade; cooperação policial e judicial é essencial.
- O que fazer com minerais críticos e terras-raras para beneficiar os países?
Processar e agregar valor localmente, atrair indústrias que transformem o recurso, gerar empregos e desenvolver tecnologia local.
- A integração regional pode aumentar a influência nas Nações Unidas?
Sim. Um bloco unido negocia melhor por assentos permanentes e agendas comuns; a unidade amplia voz e protege interesses regionais.