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Eleja relatos recentes apontam que postagens oficiais da Casa Branca e de agências federais nas redes sociais têm reproduzido imagens, slogans e referências que ecoam códigos da extrema‑direita; alguns veem isso como patriótico, enquanto especialistas denunciam sinais de supremacia branca e teorias da conspiração, alertando para o risco de normalização quando o discurso sai de contas oficiais.
- Postagens oficiais usam códigos da extrema‑direita
- Áudios e imagens em contas do governo ligados a grupos nacionalistas
- Especialistas detectam padrão e risco de normalização
- Porta‑vozes negam ligação apesar de provas apontadas
- Debate intenso sobre racismo, imigração e segurança
Postagens oficiais dos EUA exibem símbolos e slogans ligados à extrema‑direita; especialistas soam alerta
Relatos indicam que contas governamentais ligadas à administração Trump e suas prioridades e a agências federais publicaram materiais em redes sociais que incorporam símbolos, frases e músicas associadas a grupos de extrema‑direita. Publicações em perfis oficiais da Casa Branca, do Departamento de Segurança Interna (DHS) e do Departamento do Trabalho geraram suspeitas entre pesquisadores e ativistas que monitoram o extremismo online.
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Publicações e elementos apontados
Uma peça de recrutamento para o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) exibida no Instagram, Facebook e X incluiu a frase em destaque TEREMOS NOSSA CASA NOVAMENTE, título de uma música adotada por militantes pró‑brancos e amplamente compartilhada em canais neonazistas. No Instagram, o áudio do refrão foi reproduzido ao fundo; a versão com som foi removida das plataformas menos de uma hora após questionamento da imprensa. Versões sem áudio permaneceram ativas.
Outras publicações citadas em relatórios mostram:
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- Imagem na conta da Casa Branca no X com cruzamento simbólico entre o caminho de Washington e o caminho da Rússia e da China, acompanhada de pergunta de tom nacionalista.
- Material do Departamento do Trabalho com a inscrição CONFIE NO PLANO, expressão ligada à teoria da conspiração QAnon.
- Imagem na véspera de Ano Novo com a palavra remigração, termo usado por movimentos de extrema‑direita para defender expulsões em massa.
- Vídeo com legendas que evocam unidade étnico‑nacional, com formulações próximas a slogans históricos de regimes nacionalistas.
Relatórios também apontam referências a literatura neonazista, propostas de deportação em larga escala e trechos de cânticos usados por grupos como os Proud Boys. Casos recentes de violência política e investigações sobre ataques, como a investigação sobre ataque em Minneapolis, ilustram o potencial de escalada quando narrativas extremistas ganham difusão.
Reações de autoridades e especialistas
Porta‑vozes do DHS e da Casa Branca negaram que as publicações tenham intenção de apoiar ideologias extremistas. Uma representante do DHS afirmou que qualquer associação com um hino supremacista seria inaceitável e que o departamento assume responsabilidade pelo conteúdo nas redes. A assessoria da Casa Branca caracterizou as ligações com extremismo como interpretações equivocadas da imprensa.
Pesquisadores e grupos de monitoramento afirmam, contudo, que padrões repetidos tornam difícil considerar os sinais como meras coincidências. Especialistas em extremismo observam que quem conhece a simbologia e o jargão da extrema‑direita reconhece rapidamente referências sutis. Relatos indicam que muitos responsáveis por essas publicações trabalham dentro de agências federais e operam contas oficiais.
Contexto histórico e ideológico
Analistas lembram que frases e imagens agora vistas em redes públicas ecoam materiais antigos do movimento supremacista branco. Um livro de 1978, frequentemente citado em círculos de extrema‑direita, é apontado como fonte de slogans e conceitos que se tornaram centrais para esses grupos. Expressões associadas ao QAnon e termos europeus de remigração ganharam circulação, ampliando o alcance dessas ideias.
Observadores destacam também o uso crescente de conteúdos visuais — inclusive gerados por inteligência artificial — que intensificam o impacto emocional dessas mensagens e facilitam sua difusão.
Riscos segundo especialistas
Pesquisadores afirmam que:
- Postagens isoladas podem ser atribuídas a erro ou coincidência.
- A repetição de símbolos, frases e músicas em contas oficiais sugere um padrão preocupante.
- Há risco de normalização de linguagem extremista quando mensagens aparecem em canais governamentais.
- Vigilância contínua por entidades de monitoramento e revisão de políticas internas são medidas recomendadas.
Conclusão
Postagens em contas oficiais reproduziram símbolos, frases e áudios ligados à extrema‑direita. Especialistas identificam um padrão; porta‑vozes negam intenções. Há indícios suficientes para alerta: quando linguagem extremista entra pela administração, corre o risco de se espalhar pelo discurso público — pequena no início, difícil de arrancar depois.
Medidas exigidas: remover conteúdos duvidosos, investigar responsáveis, treinar equipes e manter vigilância contínua. Sem responsabilidade e transparência, a confiança nas instituições pode ser erodida. Cabe aos órgãos competentes e à sociedade civil sinalizar e agir.
Acompanhe mais análises em https://finctime.com.br.
Perguntas frequentes
- O que mostram essas postagens oficiais?
Mostram imagens, frases e áudios ligados à supremacia branca, QAnon e slogans nacionalistas; alguns posts citam músicas e ideias usadas por grupos como os Proud Boys.
- Quem publicou esse conteúdo?
Contas oficiais da Casa Branca, do Departamento de Segurança Interna, do ICE e do Departamento do Trabalho. Investigações apontam que autores trabalham em gabinetes do governo.
- Foi acidente ou intenção deliberada?
Autoridades alegam coincidência. Especialistas detectam padrões, códigos e repetições que sugerem intenção ou descuido sistemático.
- Quais frases e símbolos são mais preocupantes?
Frases como TEREMOS NOSSA CASA NOVAMENTE, CONFIE NO PLANO, remigração, imagens com encruzilhada e áudios ligados a hinos de grupos de extrema‑direita.
- O que precisa ser feito agora?
Remover posts duvidosos, investigar autores, treinar equipes de redes sociais, monitorar padrões e manter pressão de watchdogs e imprensa por respostas.