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Ele participou do Fórum Econômico Internacional do CAF na Cidade do Panamá, onde destacou a urgência da integração regional para enfrentar o enfraquecimento do multilateralismo e as mudanças na postura externa. Pediu superar divergências ideológicas com pragmatismo e que a região busque unidade para negociar com mais força no cenário global.
- Líderes pedem integração regional para enfrentar a fraqueza das instituições internacionais
- Unir países dá mais força nas negociações e na defesa contra ameaças
- Cooperação policial e troca de inteligência são necessárias contra o narcotráfico
- Região deve criar um modelo próprio aproveitando seus recursos e diversidade
Chefes de Estado latino-americanos pedem integração urgente em fórum no Panamá
Sete presidentes e um presidente eleito reuniram-se na Cidade do Panamá no Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe, organizado pelo CAF, e defenderam com urgência a integração regional. Os líderes afirmaram que a perda de influência das instituições multilaterais e a mudança na postura dos Estados Unidos tornam necessária uma ação conjunta da região.
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Prioridade: integração diante do enfraquecimento do multilateralismo
Os participantes concordaram que a região precisa de maior coesão para aumentar seu poder de negociação externo. A fragmentação interna e a perda de relevância de organismos globais, como a ONU, tornam a América Latina mais vulnerável a choques. O encontro destacou a necessidade de modelar a integração conforme as realidades locais, e não copiar fórmulas estrangeiras.
Problemas estruturais apontados pelo CAF
O presidente-executivo do CAF, Sérgio Diaz-Granados, ressaltou que a região ainda convive com alta informalidade, pobreza persistente e desemprego. Segundo ele, esses problemas só serão enfrentados por meio de ação coletiva e coordenada entre os países.
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Posicionamentos dos líderes presentes
- Lula defendeu que a integração deve ser pragmática e baseada na pluralidade de opções, superando divergências ideológicas para fortalecer a região. Avaliou que houve retrocessos em iniciativas anteriores e pediu maior autonomia na inserção internacional.
- O presidente do Panamá, José Raúl Mulino, enfatizou a complementaridade entre os países e a cooperação entre Estado e setor privado. Citou a adesão do Panamá ao Mercosul como exemplo estratégico e defendeu que um bloco unido terá mais força para reivindicar um papel permanente no Conselho de Segurança da ONU.
- O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, criticou a atuação da ONU diante do conflito em Gaza e propôs integração policial regional para enfrentar o narcotráfico, apontando a necessidade de cooperação ampla, inclusive com os Estados Unidos.
- José Antonio Kast, presidente eleito do Chile, afirmou que a região não está condenada ao fracasso econômico e pediu cooperação duradoura em segurança e inteligência para conter a criminalidade organizada.
Propostas e prioridades apresentadas
Os líderes defenderam medidas práticas para avançar na integração: coordenação em políticas de segurança, ações conjuntas contra o crime transnacional, maior articulação econômica e agendas comuns para projetar o peso regional nas mesas internacionais. Foi sugerida uma abordagem que valorize recursos locais — alimentos, água, biodiversidade e minerais — como vantagem estratégica.
Conclusão
A integração regional deixou de ser opção para tornar-se necessidade. Diante do enfraquecimento do multilateralismo e das mudanças externas, os líderes propuseram pragmatismo, unidade e ação coordenada. As propostas combinam medidas concretas — cooperação em segurança, troca de inteligência contra o narcotráfico, coordenação econômica e valorização dos recursos locais — visando transformar retórica em projetos e fragmentação em bloco, com foco em emprego, renda e governança.
O leitor pode consultar mais artigos e análises em https://finctime.com.br.
Perguntas frequentes
- O que os presidentes pediram no Fórum Econômico do CAF?
Pediram mais integração regional para ter voz e ação diante do enfraquecimento das instituições multilaterais e das mudanças na postura dos EUA.
- Por que a integração é urgente agora?
Porque organismos multilaterais mostram sinais de esvaziamento; juntos, os países ficam mais fortes para negociar, proteger recursos e enfrentar ameaças externas.
- Como superar as divergências ideológicas entre países?
Com pragmatismo e diálogo, focando em interesses comuns, parcerias público-privadas e projetos concretos, evitando imposição de modelos externos.
- Que papel têm blocos como Mercosul e propostas como Unasul?
Podem ser plataformas de negociação e cooperação. Blocos bem alinhados aumentam o poder político e econômico da região, embora experiências anteriores tenham tido falhas.
- A integração ajuda na segurança e no combate ao crime?
Sim. Permite integração policial, troca de inteligência e ações coordenadas contra o narcotráfico, além de atrair investimento e promover emprego e redução da pobreza.