Advogado de Vorcaro nega acesso ao celular durante acareação no STF – Finctime

Advogado de Vorcaro nega acesso ao celular durante acareação no STF

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Caso Master/BRB: acareação no STF e decisão sobre sigilo

Em acareação no STF, Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa discutem a origem de créditos usados na operação Master-BRB, enquanto a PF buscava abrir o celular de Vorcaro durante o depoimento. A defesa citou privacidade e risco de vazamento, e o Banco Central também participa da apuração sobre créditos sem lastro. A decisão do ministro Dias Toffoli sobre o sigilo define o ritmo de divulgação, tornando públicos parte dos depoimentos e da acareação, ampliando o escrutínio sobre as alegações de fraude envolvendo as instituições.

  • STF faz acareação entre Vorcaro e Costa sobre a origem dos créditos usados no Master-BRB.
  • PF pediu acesso ao celular de Vorcaro; defesa alegou privacidade e recusou fornecer a senha.
  • Toffoli retirou o sigilo dos depoimentos e da acareação, tornando públicos os relatos de dezembro de 2025.
  • Fraude estimada entre 12 bilhões e 17 bilhões de reais com créditos sem lastro e intermediários como Tirreno.
  • Vídeos da acareação já circulam; o inquérito continua sob sigilo, com BC e STF acompanhando.

Contexto e principais envolvidos

Daniel Vorcaro é fundador do Banco Master e figura como alvo de investigação por fraudes associadas ao Master e à venda do banco ao BRB. A defesa é conduzida pelo advogado Roberto Podval. Janaína Palazzo, delegada da Polícia Federal, conduziu a acareação no STF. Paulo Henrique Costa foi presidente do BRB e participou da oitiva confrontando Vorcaro. Dias Toffoli, ministro do STF, atua como relator do caso Master e decidiu sobre o sigilo das oitivas. Ailton de Aquino Santos, diretor de Fiscalização do Banco Central, também participou do ciclo de depoimentos.

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Para contexto adicional, veja as visitas de Vorcaro ao Palácio do Planalto entre 2023 e 2024.

O que aconteceu na acareação

A PF tentou obter autorização para acessar o celular de Vorcaro durante a acareação, que confronta suas versões com as de Costa. A defesa argumentou que abrir o aparelho invadiria a privacidade de terceiros ligados ao empresário e citou riscos de vazamento. A delegada afirmou ter pedido sigilo absoluto, mas a defesa susteve que houve vazamento de perguntas para a imprensa logo após a oitiva. A acareação ocorreu no fim de dezembro de 2025 no STF, buscando esclarecer a origem de créditos considerados podres usados pelo BRB a partir de 2025. Vorcaro afirmou que o BRB foi informado de créditos originados pela Tirreno, enquanto Costa sugeriu que as carteiras vinham do Master ou dele derivavam.

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Sigilo, decisões e desdobramentos

Em 29 de janeiro de 2026, o ministro Toffoli decidiu retirar o sigilo dos depoimentos de Vorcaro, Costa e do diretor do BC, Ailton Aquino, bem como da acareação. A medida tornou públicos os relatos coletados em 30 de dezembro de 2025, após o BC solicitar o acesso aos depoimentos do diretor. O inquérito principal permanece em segredo. A decisão provocou ampla repercussão, com vídeos da acareação já circulando na imprensa, evidenciando as divergências entre Vorcaro e Costa.

Depoimentos-chave e participação do BC

Os depoimentos de 30 de dezembro de 2025 buscaram esclarecer as diferenças sobre a origem das carteiras de crédito envolvidas na Master-BRB. Além de Vorcaro e Costa, o diretor de Fiscalização do BC, Ailton Aquino, relatou como identificou fraudes ligadas a créditos sem lastro. O BC participou ativamente, buscando esclarecer a presença de créditos supostamente sem lastro.

Linha do tempo e próximos passos

  • 30 de dezembro de 2025: depoimentos de Vorcaro, Costa e o diretor do BC no STF, conduzidos pela PF e pela PGR.
  • 29 de janeiro de 2026: Toffoli libera o conteúdo dos depoimentos e da acareação para consulta pública; o inquérito principal permanece em sigilo.
  • 29 de janeiro de 2026: a defesa de Vorcaro mantém resistência à divulgação da senha do celular durante depoimento à PF, citando direitos à privacidade.

Conclusão

A acareação no STF entre Vorcaro e Costa revelou divergências sobre a origem de créditos usados na operação Master-BRB. A PF buscou acesso ao celular de Vorcaro; a defesa citou privacidade e risco de vazamento, e Toffoli retirou o sigilo, ampliando a transparência dos relatos e o escrutínio sobre as instituições envolvidas. Os depoimentos destacaram contradições entre Vorcaro e Costa e indicaram a existência de créditos sem lastro estimados entre 12 e 17 bilhões de reais, com intermediários como Tirreno. O BC participou ativamente, enquanto o inquérito principal permanece sigiloso. Vídeos da acareação circularam, reforçando a pressão por respostas claras. Em síntese, o caso aponta lacunas de controle e a importância da transparência institucional diante de suspeitas de fraude.

Convidamos o leitor a acompanhar os desdobramentos e buscar mais informações em finctime.com.br.

Perguntas frequentes

  • O que aconteceu na acareação envolvendo Vorcaro e Costa no STF? A acareação ocorreu no fim de dezembro de 2025; Vorcaro e Costa divergeram sobre a origem de créditos usados na Master-BRB, com perguntas conduzidas pela PF para confrontar versões.
  • Por que o advogado de Vorcaro negou o acesso ao celular durante a acareação? Abrir o celular invadiria a privacidade de terceiros e pode causar vazamento de dados; a defesa argumentou que não seria adequado liberar a senha.
  • Quem pediu o acesso ao celular e qual foi a decisão final do STF? A PF pediu o acesso; a defesa recusou a senha, citando privacidade. Em 29 de janeiro de 2026, Toffoli decidiu retirar o sigilo dos depoimentos e da acareação, tornando-os públicos; o inquérito permanece em segredo.
  • Quais são as pessoas-chave envolvidas no caso Master/BRB? Daniel Vorcaro; Janaína Palazzo; Paulo Henrique Costa; Dias Toffoli; Ailton de Aquino Santos.
  • O que a divulgação dos depoimentos muda para o público? Mostra contradições entre Vorcaro e Costa, impacta a percepção sobre o caso Master/BRB e pode influenciar o andamento jurídico e a imagem das instituições envolvidas.