Dívida pública federal sobe e atinge recorde em trilhões por causa de juros altos e maior emissão de títulos – Finctime

Dívida pública federal sobe e atinge recorde em trilhões por causa de juros altos e maior emissão de títulos

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O Tesouro Nacional divulgou que a dívida pública federal subiu 18% em 2025, alcançando R$ 8,635 trilhões, impulsionada por juros altos e maior emissão de títulos. A Selic a 15% pressionou os custos da dívida. A reserva de liquidez cobre cerca de 7 meses de vencimentos e equivale a aproximadamente 9% do PIB. A seguir, a matéria analisa causas, impactos e o cenário fiscal adiante.

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  • Dívida federal cresceu forte devido a juros elevados
  • Emissões de títulos do Tesouro aumentaram para financiar despesas e rolar vencimentos
  • Reserva de liquidez do governo cobre vários meses de vencimentos
  • Resultado considera apenas a dívida do Tesouro, sem incluir estados, municípios, estatais ou títulos do Banco Central
  • Perspectiva depende de queda dos juros, demanda por títulos e disciplina fiscal

Dívida pública federal sobe 18% e alcança R$ 8,635 trilhões em 2025

A dívida pública federal registrada pelo Tesouro Nacional avançou 18% em 2025 e atingiu R$ 8,635 trilhões, informou a Secretaria do Tesouro Nacional. O aumento reflete principalmente juros elevados e maior emissão de títulos pelo governo.

Detalhes do resultado

O estoque da dívida do Tesouro fechou 2024 em R$ 7,316 trilhões. O número divulgado para 2025 ficou dentro da faixa projetada pelo órgão, entre R$ 8,5 trilhões e R$ 8,8 trilhões, revista ao longo do ano passado. A Secretaria ressaltou que esse montante corresponde à dívida do Tesouro Nacional e não incorpora débitos de estados, municípios, estatais ou títulos do Banco Central, indicadores usados por especialistas para avaliar a solvência do país; para entender melhor os desafios e oportunidades da economia para 2026, veja uma análise dos cenários e desafios econômicos.

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Reserva de liquidez e vencimentos

A reserva de liquidez do governo terminou o ano equivalente a cerca de 9% do PIB, ou aproximadamente R$ 1,187 trilhão. Segundo o Tesouro, esse montante permite arcar com vencimentos por cerca de 7 meses, suficiente para os compromissos do primeiro semestre de 2026 e com folga para parte do segundo semestre. Para contextualizar o significado desse percentual, é útil rever o que o PIB representa e como ele mede a capacidade econômica do país: entenda o PIB do Brasil.

Causas e contexto

A alta da dívida ocorreu num cenário de Selic a 15%, o patamar mais alto em quase duas décadas. Essa taxa influencia quase metade da dívida pública, tornando o custo financeiro sensível ao nível da Selic. Para entender em profundidade como os juros impactam a economia e o poder de compra, consulte a explicação sobre como a Selic afeta a economia e também o conteúdo sobre o que muda em empréstimos e renda fixa com juros elevados.

O Tesouro também registrou maior procura do mercado por títulos públicos, o que levou a aumento no volume de emissões para financiar despesas e rolar vencimentos. Para quem quer compreender melhor quem são os compradores desses papéis e como funcionam investimentos e instrumentos financeiros, há um guia prático sobre inflação, Selic, dólar, PIB e investimentos no dia a dia: guia completo sobre economia no dia a dia.

Conclusão

O Tesouro Nacional aponta que o custo da dívida é sensível à Selic a 15% e às oscilações da demanda por papéis do governo. A reserva de liquidez funciona como almofada no curto prazo, mas não elimina riscos, já que o número divulgado não incorpora débitos de estados, municípios e estatais. A disciplina das contas públicas e a direção da política econômica são cruciais; para entender o papel da política fiscal nessas dinâmicas, veja o texto sobre o que é política fiscal e por que ela importa. O desfecho dependerá da queda dos juros, da manutenção da demanda por títulos e da disciplina fiscal; se esses fatores melhorarem, a pressão sobre o orçamento e o crédito tende a ceder; caso contrário poderão ser necessárias medidas mais duras.

Fonte e cobertura contínua: https://finctime.com.br

Perguntas Frequentes

  • Por que a dívida pública federal subiu 18% em 2025?
    Juros altos (Selic a 15%) e maior emissão de títulos para cobrir déficits e rolar vencimentos. Para compreender melhor o efeito da inflação e dos juros no poder de compra, confira como a inflação afeta seu dinheiro.
  • Isso significa que o governo está quebrado?
    Não. É um aumento significativo, mas há reserva de liquidez. A avaliação completa da solvência inclui também BC, estados e estatais, que não estão neste número; entender os cenários macro pode ajudar: cenários e oportunidades para 2026.
  • Quem detém a dívida do Tesouro?
    Bancos, fundos, seguradoras, contas de previdência, governos e pessoas físicas — um mix amplo de credores. Para orientações sobre finanças pessoais, orçamento e investimento, veja finanças pessoais e investimentos.
  • O que é a reserva de liquidez e ela é suficiente?
    É o caixa para pagar vencimentos futuros; equivale a 9% do PIB (R$ 1,187 bi) e cobre cerca de 7 meses de vencimentos, suficiente para o primeiro semestre de 2026. Entenda melhor o papel do PIB e da liquidez em cenários de curto prazo em explicação sobre o PIB.
  • Como isso afeta o bolso do cidadão?
    Juros altos encarecem empréstimos e crédito e podem pressionar a necessidade de ajustes fiscais no futuro; no curto prazo, o impacto direto é maior custo do crédito e risco de preços mais altos em itens essenciais. Há material que conecta inflação, juros e alimentação no dia a dia, por exemplo sobre impactos no agronegócio e preços de alimentos.

Fonte: Tesouro Nacional / cobertura Finctime.